O poder das idéias

Fazer perguntas é um dos atributos da humanidade. Algumas, muuuuuito complicadas: ¿Porque o mundo é assim?¿ ¿ Quem construiu tudo isso?¿ E outras que foram ganhando respostas de acordo com o momento em que a pergunta era feita: ¿O que é o Sol?¿ ¿O deus Hélio dirigindo seu carro dourado¿, respondiam os gregos. ¿Uma, entre bilhões de estrelas¿, dizemos nós, modernos. E se ninguém, até hoje, conseguiu explicar muito bem a dinâmica do universo, uma coisa é certa. Para qualquer tipo de mudança ocorrer, primeiro alguém tem que ter uma idéia brilhante, capaz de transformar o mundo. Por isso, pare alguns instantes para pensar no que anda passando pela sua cabeça...você pode deixar escapar uma grande idéia!!!

Redação |

A História da Humanidade pode ser explicada a partir de diversas perspectivas. A situação econômica, política ou geográfica, por exemplo, são alguns dos fatores que explicam as diferenças entre os países e as pessoas. Hábitos culturais também servem para diferenciar os povos. Por exemplo: nós vemos a morte como o fim de um processo, o fim da vida. Por isso choramos e ficamos tristes quando alguém muito querido morre. Mas em outras partes do mundo a morte significa um recomeço, uma nova era. Assim, quando alguém morre é motivo de festa, celebração.

Há milhares de anos, muitas idéias vêm passando pelas cabeças dos seres humanos e muitas delas fizeram ou ainda fazem muita diferença, tanto na nossa maneira de pensar como de agir. É isso que tenta mostrar Felipe Frenández-Armesto, em seu livro Idéias que mudaram o mundo (Editora Arx). Fazendo um retrospecto desde os anos 30.000 aC até os dias atuais, o autor quer mostrar como surgiram muitas das idéias que sustentam as crenças e a cultura das sociedades.

Você já parou para se perguntar por que surgiu o canibalismo? Quem teve a idéia de se alimentar de carne humana e por que esse ritual perdurou por muitas gerações? Pois é, para nós é bastante estranho, mas esse era um hábito muito, muito antigo e que não se resumia apenas em matar a fome. Sob as pedras pesquisadas em regiões que viveram diferentes civilizações, foram encontrados restos de ossos humanos partidos e chupados. Sabe-se que alguns rituais eram um meio de alimentação mesmo, mas a grande maioria tinha como fim a conquista do poder.

Alguém, em um certo dia, achou que se comesse um ser humano que fosse superior a ele conseguiria conquistar para si a superioridade do outro. Assim, chupar o tutano de um osso humano era trazer para dentro de si todas as qualidades daquela pessoa morta. Mas muita calma pessoal! Não pensem vocês que devorar o professor de matemática ou de física faz de alguém um gênio dos números. Estamos falando aqui de tempos passados... Em certas regiões, as mulheres se alimentavam de seus homens falecidos com o objetivo de absorverem sua masculinidade e, no futuro, parirem somente filhos varões. Parece engraçado, mas isso era uma crença muito respeitada e seguida.

Fazendo uma observação dos tempos atuais, Felipe Fernández Armesto também tenta chegar aos primórdios da idéia de terrorismo. As ações que vemos ocorrer em todo mundo, atualmente, não se tratam de idéias novas de guerrilha e luta pelo poder, seja religioso ou político. Já em 1884, o anarquista alemão Johannes Most publicou um manual de como fazer explodir bombas em igrejas, salões de baile etc..., ou seja, como atingir a população civil para chamar a atenção para alguma causa. Será esse o livro de cabeceira de Osama Bin Laden?

Enfim, no decorrer de 400 páginas, o autor faz uma explicação de várias idéias que fizeram a diferença no mundo. O interessante é analisar como muitas delas ainda fazem parte das nossas vidas, mesmo tendo surgido em séculos passados. Super legal pra quem gosta de entender tudo nos mínimos detalhes!


Livro: Idéias que mudaram o mundo, Felipe Fernández-Armesto-Editora Arx
Por que ler?: Ótima opção para quem gosta de estudar um pouco de História e seus detalhes.

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