Presidente do movimento Todos pela Educação e conselheiro do CNE afirma que MEC se esforça em condensar diretrizes

Marina Morena Costa, iG São Paulo
Mozart Ramos participa do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores, em São Paulo
O novo Plano Nacional de Educação (PNE), que dará as diretrizes para a educação no País pelos próximos 10 anos, chegará ao Congresso com aproximadamente 25 metas, segundo o presidente-executivo do movimento Todos Pela Educação e membro do Conselho Nacional de Educação (CNE), Mozart Ramos. O número representa uma mudança significativa em relação ao PNE atual, em vigor desde 2001, que apresenta 295 metas para a educação - ponto bastante criticado por educadores e especialistas.

“O CNE obteve informações junto ao Ministério da Educação (MEC) de que há um esforço em apresentar o PNE com poucas metas, possivelmente em torno de 25”, afirmou Ramos à reportagem do iG durante participação no Prêmio Microsoft Educadores Inovadores. “Isso seria excepcional para o País, pois a sociedade teria condições de acompanhar o cumprimento das metas e de cobrá-las dos governantes”, declara.

Na avaliação do presidente do Todos pela Educação, o atual PNE, que não alcançará a maioria de suas metas, teve dois grandes problemas: a falta de uma avaliação periódica do cumprimento das metas e a ausência de uma norma que destinasse certa porcentagem do Produto Interno Bruto (PIB) aos investimentos em educação. “Este PNE tinha metas demais e dinheiro de menos. Estava fadado ao fracasso.”

A proposta enviada pelo CNE ao MEC é de que até 10% do PIB sejam investidos em educação anualmente. Para Ramos, a meta é factível: “Estou esperançoso de que o Congresso aprove essa meta. A perspectiva é que a economia cresça incrivelmente nos próximos anos, portanto e investimento deve aumentar”.

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