Sindicato diz que funcionários ganham menos que salário mínimo e que professores não têm jornada de trabalho

Um dia após o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciar um aumento de 11% para professores e funcionários do Centro Paula Souza - mantenedor das Escolas Técnicas Estaduais (Etecs) e das Faculdades de Tecnologia (Fatecs) - o sindicato promete iniciar uma greve nesta sexta-feira. Eles denunciam que acumulam perdas de 59% e há funcionários ganhando menos de um salário mínimo.

Em evento na sede do governo, Alckmin anunciou que, com o aumento, o piso para professores das Etecs passa de R$ 2.000 para R$ 2.220 e nas Fatecs vai de R$ 3.600 para R$ 3.966. Segundo o sindicato, a maior parte dos docentes, no entanto, não tem jornada e recebe R$ 10 por hora. "É que ficaria meio ridículo fazer uma cerimônia para anunciar que a hora aula sai de R$ 10,00 para R$ 11,10 nas ETECS e de R$ 18,00 para R$19,98 nas FATECs", diz comunicado da entidade.

Eles também frisam que não foi falado quanto era o atual salários dos funcionários que terá o mesmo aumento. Segundo o sindicato, atualmente os servidores ganham R$ 510 e, mesmo com o reajuste, passariam a R$ 566,10, enquanto o piso em do estado de São Paulo é de R$ 630,00.

Uma manifestação para marcar o início da paralisação está prevista para às 14h em frente à Fatec do Bom Retiro, em São Paulo. O Centro Paula Souza diz que fez uma pesquisa nas escolas e apenas a minoria pretende aderir ao movimento.

Rede estadual

Na quarta-feira foi anunciado um plano de carreira para os professores da rede comum com 13,8% de aumento no primeiro ano - ainda que incluída a incorporação de uma gratificação - e 42,2% em quatro anos. Questionado sobre se o mesmo ocorreria no Centro Paula Souza, Alckmin disse que ainda não tinha como prometer. "Se for possível, mas por enquanto só estamos prevendo aumento para este ano."

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