Nasa divulga a mais detalhada imagem da galáxia de Andrômeda

Situada a 2.5 milhões de anos-luz da Terra, a Galáxia de Andrômeda é um dos mais belos objetos do céu noturno. Conhecida como M31, é a maior e mais próxima galáxia em espiral nas proximidades da Via Láctea, contra a qual deverá se chocar nos próximos bilhões de anos.

Apolo11 |

Clique para ampliar


Através de uma série de imagens captadas pelo telescópio espacial Swift, cientistas da agência espacial americana registraram nos mínimos detalhes esse gigantesco objeto e produziram a mais completa imagem jamais vista da galáxia de Andrômeda. A imagem de alta resolução resultante revelou com clareza mais de 20 mil fontes de emissão ultravioleta, geradas essencialmente por estrelas quentes e jovens e também por densos aglomerados estelares.

Segundo o cientista Stefan Immler, que estuda as imagens do telescópio Swift junto ao Centro Espacial Goddard, da Nasa, além da riqueza de detalhes o que mais impressionou os pesquisadores foi a capacidade do Swift em mapear a galáxia em três comprimentos de onda diferentes dentro espectro ultravioleta, o que permitirá aos astrofísicos estudarem o processo de formação das estrelas de M31 de modo muito mais aprofundado do que o realizado até agora.

Andrômeda tem 220 mil anos-luz de diâmetro e para conseguir a imagem foram necessárias 330 observações, que resultaram em 24 horas de aquisição de dados. O resultado gerou uma gigantesca imagem de 85 gigabytes que precisou de dez semanas para ser processada. "Estou muito orgulhosa por essa nova visão da M31", disse a estudante Erin Grand, da Universidade de Maryland, que auxiliou Immler no trabalho.

Detalhes

Diversos detalhes são imediatamente visíveis na nova imagem. Chama a atenção a nítida diferença entre bojo central da galáxia e seus braços em espirais. "O bojo é mais suave e mais avermelhado porque está repleto de estrelas mais velhas e mais frias", disse Immler. "Poucas estrelas se formam nesta região porque a maior parte dos materiais necessários já se esgotaram".

Além do bojo central brilham as estrelas azuis, quentes e jovens, pois da mesma forma que na Via Láctea o disco e os braços em espiral de Andrômeda também contêm a maior parte do gás e partículas necessárias para formar as novas estrelas. São abundantes os aglomerados de novas estrelas que se formam nessa região com mais de 150 mil anos-luz de diâmetro.

Não existe um consenso entre os pesquisadores sobre o que provoca a excepcional formação de estrelas dentro desse verdadeiro "anel de fogo", mas estudos anteriores mostram que as forças de maré geradas por pequenas galáxias-satélites ao redor de M31 ajudam a impulsionar as interações no interior das nuvens de gás e que resultam em novas estrelas.

Supernova

Em 1885, Andrômeda foi palco da primeira supernova já registrada em qualquer galáxia além da Via Lactea. Na ocasião uma estrela explodiu no bojo central de M31 e seu brilho foi tão intenso que pode ser visto à vista desarmada até mesmo durante o dia. "Os cálculos mostram que ocorre uma supernova por século na galáxia de Andrômeda. Dessa forma não deveremos esperar muito tempo para que aconteça novamente", disse Immler.

Foto: Galáxia de Andrômeda, ou M31. Para fazer a imagem os cientistas utilizaram 330 cenas captadas com auxílio do telescópio ultravioleta a bordo do satélite Swift. Crédito: NASA/Swift/Stefan Immler (GSFC) and Erin Grand (UMCP).


Leia mais sobre: Galáxia

    Leia tudo sobre: andrômedaastronomiaespaçogaláxianasa

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG