Na terra do Mao

País da Olimpíada 2008, com língua mais falada do mundo, com um dos poucos monumentos que podem ser vistos do espaço, com gente, muita gente, além de Mao Tsé-tung, é claro! A China é conhecida por muitos aspectos e, até mesmo, por ¿comer tudo que se mexe¿. Mas o que poucas pessoas sabem é que esse país vem sendo muito procurado por estudantes que querem garantir um diferencial em seu currículo.

Carla Sasso Laki |

A jornalista Dayse Espindola, 23 anos, já está há oito meses no país e conta como se interessou pela China. Eu sempre achei a Ásia um mundo desconhecido para nós, ocidentais. Sabemos muito pouco sobre os países de lá. Queria descobrir este mundo novo. A China, em especial, por causa da história do Comunismo , Mao Tsé-tung , Deng Xiaoping , etc. Além de ser um país interessantíssimo, com uma cultura riquíssima está vivendo um momento histórico, de transição, da qual eu queria participar, ver de perto.

Dayse foi para China para fazer Mestrado em Política e Economia Internacional, diz que a previsão é para que fique 3 anos e que não pretende voltar. Por ter uma bolsa de estudos, a jornalista ainda não pode trabalhar. Graças ao mandarim vou cobrir a Olimpíada. Muita gente escreve pedindo matéria também. Mas por enquanto, como tenho uma bolsa do governo chinês, não posso trabalhar. Tenho certeza que os conhecimentos adquiridos aqui vão me ajudar e muito. Mesmo que não seja na vida profissional, a experiência já valeu e marcou.

A muralha da China é um dos grandes monumentos do planeta e representa um grande marco na cultura e história do país (Imagem/Gretha Tanganelli)

Ao contrário de Dayse, Gretha Tanganelli, 27 anos, partiu para o Oriente "empurrada" por seu mercado de trabalho e por exigência profissional. Recomendo o curso a todos os profissionais que querem um diferencial em seu currículo, principalmente os que trabalham em áreas internacionais e comerciais que possam interagir com a China. No mercado em que atuo, internacional do setor têxtil, seria hoje a segunda língua mais importante depois do inglês, e deve se tornar a primeira em alguns anos.

Para Gretha, muitas áreas já sentem a necessidade de aprender o mandarim. Áreas como Comércio Exterior, Relações Internacionais, Direito, Política, Economia Internacional e Turismo já estão expressivamente voltadas para a China. O ruim é que as vezes as pessoas ficam desanimadas por causa da duração do curso, que chega a ser cinco vezes maior do que a duração de um curso de inglês, por exemplo.

O estudante de Direito da Fundação Getúlio Vargas (FGV-Rio) Camilo Saraiva de Souza, 21 anos, que viajou pela BEX, também foi para China para aprender a língua do país. Fui em dezembro do ano passado e voltei em fevereiro, fiquei só dois meses e meio. A experiência foi válida em muitos aspectos. Eu comecei a aprender uma língua que tem uma tendência a se tornar importante no cenário mundial, tive a experiência de ficar em um meio estranho ao que eu estava acostumado, o que acho que me ensinou a ser mais adaptável.

Os três entrevistados afirmam que a hospitalidade do país é muito boa e que eles não sofreram nenhum preconceito. O nosso futebol é um grande embaixador. O que mais ouço aqui é: Baxi de zutiu zui hao! (O futebol brasileiro é o melhor). Fora, Luonaerduo (Ronaldo), Kaka e Mata (Marta). Não tem um chinês que não conheça, conta Dayse.

Se interessou? Conheça algumas agências que fazem intercâmbio para lá:

*Agência BEX
*Agência CI
*Agência STB

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