Museus sobre a memória do Mercosul se encontram pela 1ª vez

MONTEVIDÉU - O Primeiro Encontro de Museus da Memória do Mercosul será realizado em Montevidéu até sexta-feira com o apoio de organizações ativistas dos direitos humanos dos países da região.

Agência Ansa |

A proposta do encontro é "começar a juntar as diferentes experiências em torno da memória de nossos países, em especial as do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), que passaram por situações de repressão e terrorismo de Estado pela Segurança Nacional", disse à ANSA Nidia Lopez, ex-presa e titular da Associação de Amigos do Museu da Memória do Uruguai.

Cerca de 250 ativistas de organizações humanitárias do Uruguai, Argentina, Paraguai, Brasil, Peru e Chie participam do encontro promovido por Montevidéu.

"É importante que a partir desse encontro possamos estabelecer uma rede mais fluida e concreta que nos permita ter ferramentas de trabalho", acrescentou Lopez.

Os Museus da Memória são instituições criadas com o objetivo de trabalhar na recuperação e construção da memória, resgatando e preservando os arquivos da repressão e gerando uma nova documentação.

O Museu de Arte e Memória de La Plata (na Argentina), O parque pela paz Villa Grimaldi (Chile), o Museu das Memórias do Paraguai e o Centro de Informação para a Memória Coletiva do Peru são algumas das instituições que vão se apresentar durante a reunião.

O Museu da Memória do Uruguai foi inaugurado em 10 de dezembro do ano passado, dia dos Direitos Humanos, em uma chácara reformada que pertenceu ao ditador Máximo Santos, no poder entre 1882 e 1886.

A instituição tem como presidentes honorários os escritores Mario Benedetti e Eduardo Galeano e o músico Daniel Viglietti, entre outras personalidades locais.

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