Mudança de escola sem encanação

Trocar de colégio pode ser complicado para algumas pessoas. Novo ambiente, novos colegas; ou seja, tudo novo. E quando a mudança acontece no meio do ano letivo? Quem já passou por isso conta como foi e dá dicas para os ¿marinheiros de primeira viagem¿.

Ana Clara Werneck |

Natália Araújo, de 18 anos, já está acostumada a mudar. Só nos últimos seis anos, seu pai, que é do exército, foi transferido três vezes. Todas elas no meio do ano (sem contar com as infinitas mudanças de endereço ao longo de sua vida).

Em agosto de 2002, ela foi de Brasília para Bogotá, na Bolívia. Dois anos depois, voltou para Brasília, mas em um colégio diferente do que havia estudado. E, no ano passado, foi da capital federal para o Rio de Janeiro. Não é a coisa mais agradável do mundo, conta Natália, que agora está fazendo cursinho pré-vestibular.

Na Bolívia era mais complicado, porque eu e minhas irmãs fizemos só três meses de curso intensivo de espanhol, então a comunicação era meio difícil. Mas sorte que os bolivianos tinham muita simpatia por brasileiros, então nos ajudavam em tudo.

Claro que há vantagens em passar a vida com uma malinha na mão. Natália diz que aprendeu a deixar de lado a timidez para se enturmar mais facilmente, e que assim conheceu muita gente pelo mundo afora. Mas não pode chegar chegando, senão podem achar que você é metida, explica.

O gaúcho Lucas Abreu, de 14 anos, já se mudou de cidade cinco vezes. No último domingo, ele trocou Brasília por Santa Maria, no Rio Grande do Sul. E, claro, entrou em uma nova escola no 1º ano do Ensino Médio. A troca de endereço foi inesperada, pois seu pai planejava a transferência só para o fim do ano.

Acostumado à vida de mudanças, ele conta que já no primeiro dia de aula fez amizades, mas que isso depende de cada lugar. Em Brasília, tinha muitos amigos. Já em Manaus, para onde fui aos 10 anos, quase não conhecia pessoas. Na opinião de Lucas, a tática para os recém-chegados é não ser tímido, mas ao mesmo tempo ficar na sua, quietinho. Segundo ele, costuma dar certo.

Do outro lado do quadro-negro está a equipe pedagógica das escolas. No Colégio Marista Diocesano, de São Paulo, 8 dos 820 alunos do Ensino Médio entraram nesta semana. Para Felício José Moreto, coordenador pedagógico do Diocesano, os alunos que chegam no meio do ano letivo merecem uma atenção especial. No primeiro dia de aula, eu mesmo levo cada um à sua classe e o apresento aos demais.

Além disso, neste colégio são oferecidas aulas e tarefas extras para que os recém-chegados possam acompanhar o ritmo da escola sem problemas. No quesito relacionamento, Felício tranqüiliza quem está passando por isso agora: Os outros alunos costumam ser atenciosos e receptivos, não há por que se preocupar.

Leia mais sobre: Volta às aulas

    Leia tudo sobre: volta às aulas

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG