Ministro quer 10 milhões de universitários no País

Haddad defende meta para a próxima década. Ele acredita que cursos superiores de tecnologia ajudarão a alcançá-la

iG Brasília |

O ministro da Educação, Fernando Haddad, acredita que a meta de universitários do Brasil na próxima década deve ser de 10 milhões. A afirmação foi feita durante abertura do seminário internacional Cursos Superiores de Tecnologia: Educação e o Mundo do Trabalho , que termina nesta terça-feira em Brasília.

“É necessário que pelo menos 50% dos jovens entre 18 e 24 anos cursem a educação superior”, ressaltou. Hoje, 5,8 milhões de estudantes estão matriculados nas instituições de ensino superior em 25 mil cursos. Segundo ele, a tendência é que, nos próximos anos, a oferta de cursos superiores de tecnologia e na modalidade a distância aumente e, com isso, seja mais fácil alcançar a meta. “Estamos criando um paradigma de qualidade com a Universidade Aberta do Brasil e com os institutos federais de educação, ciência e tecnologia”, salientou.

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2008, há 5.080.056 matrículas na graduação presencial (412.027 em cursos de tecnologia) e 727.961 na educação a distância. Os cursos presenciais chegam a 24.719 (4.355 de tecnologia) e os da educação a distância, 647.

Haddad também lembrou que tramita no Congresso Nacional projeto de lei que regulamenta a profissão de tecnólogo. Ele acredita que a regulamentação aumentará a procura de cursos superiores de tecnologia. “Nosso esforço, hoje, é para dar mais visibilidade a esse tipo de curso. Em alguns países desenvolvidos, os cursos de tecnologia respondem por mais de 50% da oferta no nível superior”, disse.

O seminário, que tem a presença de representantes de países como Uruguai, Argentina, Canadá, França e Chile, mostra experiências internacionais na área e vai apresentar propostas para o setor.

Mais cursos
Na abertura do encontro, uma nova edição do Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia, que traz dez novos cursos, foi lançada. São seis no eixo tecnológico-militar, três no de segurança e um no de apoio educacional. O catálogo orienta instituições e estudantes sobre o conteúdo estudado em cada área e a infraestrutura de cada curso.

O secretário de Educação Profissional e Tecnológica do MEC, Eliezer Pacheco, ressaltou que os cursos de tecnologia são os que mais crescem no país. Nos últimos oito anos, aumentaram em 300%. Hoje, representam 17% do total da oferta na educação superior brasileira. “Isso coincide com um momento especial no país: aumentou a oferta de emprego, o nível de crescimento econômico e a falta de mão de obra qualificada em inúmeras profissões”, destacou. “Com a formação qualificada de novos profissionais, logo daremos conta de suprir essa demanda.”

* Com informações do Ministério da Educação

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