Ministro promete aumento de bolsa do Prouni em 2012

Benefício concedido aos estudantes com bolsa integral deve aumentar no próximo ano

iG São Paulo |

Fabiana Carvalho/MEC
Fernando Haddad discursa no Congresso da UNE
O ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que pretende incluir na proposta de orçamento federal para 2012 a previsão de aumento na bolsa-permanência destinada a estudantes beneficiados pelo Programa Universidade para Todos (Prouni), que concede bolsas de estudo integrais e parciais a alunos carentes de universidades particulares. Haddad fez o anúncio na manhã desta quinta-feira (14), no 52º Congresso Nacional da União Nacional dos Estudantes (Conune), em Goiânia.

A bolsa-permanência, de até R$ 300 mensais, é concedida a estudantes beneficiados com bolsa integral do Prouni matriculados em cursos presenciais de no mínimo seis semestres de duração e carga horária média superior ou igual a seis horas diárias de aula.

Aberto na quarta-feira (13), o 52º Conune vai até domingo (17). No congresso, estudantes de instituições públicas e particulares discutem a educação superior no Brasil. Eles também vão eleger a nova diretoria executiva da União Nacional dos Estudantes (UNE).

Lula

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também compareceu ao Congresso da UNE. Lula alfinetou a oposição e “as elites”, enumerou as conquistas de seu mandato, em especial, na área de educação.

Lula também criticou parte da imprensa que disse que a UNE promoveu um encontro “chapa-branca”, sob o patrocínio de estatais como a Petrobras, Eletrobras, Caixa Econômica Federal, além dos ministérios do Transporte, Turismo, Saúde, Esporte e Educação. A representação estudantil também teve apoio da Prefeitura de Goiânia, do governo de Goiás e da Confederação Nacional dos Transportes (CNT).

“Na TV tem propaganda de quem?”, perguntou Lula à platéia. “Para eles é democrático, para vocês é chapa branca”, e acrescentou “alguns jornais se acham nacionais, mas os grandes [veículos] de São Paulo não chegam ao ABC”. Segundo Lula, a população sabe que não precisa mais de “intermediários” para ter acesso à informação.

O presidente da UNE, Augusto Chagas, afirmou aos jornalistas que apesar da presença de Lula, do ministro da Educação, Fernando Haddad, e dos cerca de R$ 3 milhões recebidos do governo, “ainda não contabilizados” para fazer o congresso, a entidade mantém a autonomia em relação ao governo.

Agência Brasil
Lula, o presidente da UNE, Augusto Chagas, e o ministro Fernando Haddad conversam durante o 52º Congresso da UNE

Apesar de Lula e Haddad serem efusivamente recebidos no congresso pela maioria dos estudantes em Goiânia, houve quem protestasse contra o ex-presidente e contra o atual governo.

Para a estudante de história da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio), Priscila Guedes, da corrente política Coletivo Vamos à Luta, ligado ao P-SOL, o evento da UNE “serviu para fazer palco para o governo” e nada foi falado sobre o contingenciamento de verbas para a educação, na greve dos servidores das universidades federais, nas universidades públicas novas que não têm bandejão e da falta de sala de aula.

* Com informações do Portal do MEC e da Agência Brasil

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