Ministro da Justiça oferece PF para apurar dados vazados do Enem

Barreto diz que divulgação de dados é menos grave que vazamento de prova e coloca a Polícia Federal à disposição do Inep

AE |

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O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, disse esta tarde que o ministério e a Polícia Federal estão à disposição do ministro da Educação, Fernando Haddad, se quiser ajuda na investigação do vazamento de dados pessoais dos 12 milhões de inscritos nas últimas três edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), promovido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep).

"É um vazamento de dados específicos que não deveria ter ocorrido. Mas é menos grave que o vazamento da prova do Enem, que compromete a lisura do certame", disse Barreto, referindo-se ao vazamento da prova do Enem, no ano passado, o que obrigou o adiamento do exame. Barreto falou à imprensa na saída do almoço com deputados dos partidos aliados e ministros, na casa do deputado Luciano Castro (PR-RR), para discutir a campanha da candidata do governo, Dilma Rousseff.

Vazamento

Uma falha do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) permitiu acesso livre aos dados pessoais, como nome, CPF, RG, data de nascimento e filiação de 12 milhões de inscritos nas últimas três edições do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Inep retirou o sistema do ar até que seja feita a apuração do fato e resolvido qual procedimento administrativo será tomado.

Os estudantes que desejarem verificar a nota obtida nas últimas três edições do Enem poderão acessar o site, desde que tenham uma senha. A criação de novas senhas está suspensa e o estudante deverá aguardar o fim da apuração para que seja gerado novo código de acesso.

* Com informações do iG São Paulo

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