O ministro da Cultura, Juca Ferreira, defendeu nesta sexta-feira a instituição de cotas para pagamento de meia-entrada em casas de show e cinemas. Segundo Ferreira, o número de carteirinhas de estudante falsas em circulação no País chega a 60%, o que encarece o preço dos ingressos e inibe o consumo cultural.

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Questionado sobre um projeto de lei em tramitação no Senado, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG), que acaba com a validade da meia-entrada nos cinemas em finais de semana e feriados, Ferreira disse que devem haver outras maneiras "para que a meia-entrada não inviabilize um bom preço de bilheteria.De acordo com o ministro, uma ideia plausível é adotar cotas de 30% da bilheteria das salas de cinema, teatro e shows para ingressos de meia-entrada.

O comerciante que quiser aceitar mais, aceita. Mas já uma maneira de combinar os direitos dos estudantes com sustentabilidade econômica dos estabelecimentos, observou. Do jeito que está, é insustentável. O número de carteiras falsas chega a 60%, 80%. E esses outros 20% que pagam entrada inteira acabam compensando o prejuízo das meias-entradas. As pessoas estão deixando de ir ao cinema, ao teatro, por causa do preço.

O projeto já foi aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e aguarda votação na Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) do Senado. Dentre as propostas do texto estão a criação de um Conselho Nacional de Fiscalização, Controle e Regulamentação da meia-entrada e da identidade estudantil, e a padronização das carteiras, como forma de coibir as falsificações

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