No Programa de Avaliação de Educação Básica (Proeb), avaliação própria da rede de Minas Gerais, os alunos do 5º e 9º ano do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio alcançaram em 2007 marcas superiores às que haviam conquistado no ano anterior. Há dois anos, colégios da rede estadual mineira passaram a receber visitas de técnicos destacados pela secretaria para encontrar fórmulas de melhorar o rendimento dos alunos - principalmente em português e matemática.

As provas são aplicadas tanto da rede estadual como da municipal. A pontuação do teste, formada por 39 questões, varia de 200 a 700. Além do Proeb, a rede pública de educação de Minas apresenta outra forma de avaliação, o Programa de Avaliação de Alfabetização (Proalfa), voltado para crianças dos 2º, 3º e 4º anos. Os resultados mostram que, em 2007, alunos do 5º ano apresentaram média em matemática 4,38% maior do que a de 2006.

Em português, a nota foi 2,68% superior. Entre alunos do 9º ano, a melhora foi em matemática. E tímida: 1,87%. Em português, a média alcançada foi 0,91% inferior que em 2006 - o que, para a secretaria, representa uma situação estável. No 3º ano, a melhora foi um pouco maior: 2,84% em matemática e 2,43% em português.

Há ainda muito a ser feito, reconhece a secretária da Educação de Minas, Vanessa Guimarães Pinto, que divulga oficialmente os dados hoje. Mas resultados mostram que, quando o trabalho é feito da forma adequada, alunos respondem bem e rápido, completa. Diante das notas de 2006, um trabalho com a supervisão foi feito para tentar melhorar o ensino. Alunos com maior defasagem receberam aulas extras, dadas por professores no contraturno. Erros mais comuns das provas do Proeb foram trabalhados.

Desempenho

Embora apresentado com entusiasmo pela Secretaria da Educação de Minas, o resultado do Proeb demonstra que uma parcela significativa dos estudantes teve desempenho muito aquém do desejado. Alunos do 3º ano do ensino médio, por exemplo, apresentaram nível de proficiência de 282,4 em matemática. Trinta pontos a mais do que em 2000, mas, mesmo assim, desempenho baixo. Para se ter uma idéia, o nível de conhecimento desses alunos é compatível com o de estudantes intermediários do 9º ano do fundamental, o último dessa etapa de ensino. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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