Censo da Educação Superior divulgado nesta quinta mostra que número de alunos cresceu 2,5%: 2,5 milhões estão em 117 instituições

A distribuição dos universitários do País revela que poucas instituições concentram a formação de grande parte dos estudantes brasileiros. Dados do Censo da Educação Superior de 2009, divulgados nesta quinta-feira pelo Ministério da Educação, mostram que 2,5 milhões de alunos estão matriculados em 117 instituições de ensino superior. Isso significa que quase a metade (48,9%) do total de jovens que cursam o ensino superior está matriculada em 5,1% das universidades, faculdades e centros universitários em funcionamento no Brasil.

Em média, cada uma delas atende pouco mais de 21 mil estudantes em graduações presenciais. Essas universidades são consideradas de grande porte e, em sua maioria, privadas (69). Das 117 instituições, 51 estão na região Sudeste, 27 no Nordeste, 22 no Sul, 12 no Centro-Oeste e apenas cinco no Norte do País. Essa é a primeira vez que o MEC faz essa análise da distribuição de matrículas no ensino superior.

Evolução das instituições no País

Ano Total Pública % Federal % Estadual % Municipal % Privada %
2004 2013 224 11,1 87 4,3 75 3,7 62 3,1 1789 88,9
2005 2165 231 10,7 97 4,5 75 3,5 59 2,7 1934 89,3
2006 2270 248 10,9 105 4,6 83 3,7 60 2,6 2022 89,1
2007 2281 249 10,9 106 4,6 82 3,6 61 2,7 2032 89,1
2008 2252 236 10,5 93 4,1 82 3,6 61 2,7 2016 89,5
2009 2314 245 10,6 94 4,1 84 3,6 67 2,9 2069 89,4
Censo da Educação Superior - Inep/MEC

Mais instituições foram abertas entre 2008, quando o ministério realizou o último censo, e 2009. O crescimento não foi grande (2,7%). Em 2009, 2.314 universidades, faculdades e centros universitários atenderam a 5.954.021 estudantes, número de matrículas 2,5% maior do que as de 2008 (5.808.017). Proporcionalmente, foram as universidades públicas que se tornaram mais numerosas, passando de 236 em 2008 para 245 no ano seguinte (um aumento de 3,8%). Já as privadas cresceram 2,6%, saltando de 2.016 para 2.069 no mesmo período.

Desde 2006, quando 88 novas instituições foram criadas em um ano, tantas faculdades privadas não eram abertas em tão pouco tempo no País. Entre 2007 e 2008, ao contrário, 16 haviam sido excluídas do sistema.

O ensino privado continua o grande responsável pela formação dos profissionais diplomados do País. As instituições privadas representam 89,4% do total em funcionamento e atendem a 74% dos universitários brasileiros. Em 2008, elas atendiam a 75% dos estudantes, pouco mais de 4,4 milhões de brasileiros. As universidades públicas tinham, em 2009, 1,5 milhão de alunos.

Crescimento das matrículas no ensino superior

O ensino privado é responsável pela formação da maioria dos estudantes universitários do País

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Censo da Educação Superior - Inep/MEC

Cursos “in loco”

As universidades são responsáveis pela maioria da oferta de vagas em graduações presenciais. Do total de 27.827 cursos, 49,8% estão nesse tipo de organização. As universidades possuem mais autonomia do que as outras organizações para criar vagas, cursos, mestrados e doutorados. Além disso, tradicionalmente, incentivam mais a integração das atividades de ensino, pesquisa e extensão. Por outro lado, o MEC impõe critérios mais rígidos para conceder o título de universidade a uma instituição .

O número de cursos de graduação aumentou 13% em relação a 2008. Além dos 27,8 mil presenciais (que cresceram 12,5% em 2009), foram oferecidos 295 cursos sequenciais de formação específica e 844 a distância (eles aumentaram 30,4%). Os bacharelados estão mais presentes na lista de opções das graduações que exigem a presença dos estudantes todos os dias. Eles representam 71% dos quase 28 mil cursos. Na modalidade a distância, as licenciaturas são as mais populares.

Novo método

Em 2009, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela coleta e análise de dados dos censos educacionais brasileiros, alteraram a forma de solicitar informações das instituições de ensino superior. Pela primeira vez, o Inep incluiu pedidos de dados individuais dos alunos e docentes no questionário enviado às universidades.

Com isso, além dos números básicos de matrículas e funcionários nessa etapa educacional, foi possível traçar o perfil dos universitários e dos professores da educação superior brasileira.

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