Mercado imobiliário mira colégio tradicional de SP

Para o vice-presidente do Secovi, Cláudio Bernardes, construção de condomínios em terrenos de escolas é consequência do mercado

iG São Paulo |

Encontrar terrenos livres na Chácara Santo Antônio, um dos bairros nobres da zona sul de São Paulo, é tarefa difícil. Ainda assim, um empreendimento de 26 andares começou a ser erguido a poucas quadras do Clube Hípico de Santo Amaro. No local funcionava, até o ano passado, parte do tradicional Colégio Paralelo, o que mostra que a tendência de as escolas paulistanas venderem terrenos ao mercado imobiliário está longe de arrefecer.

A construção do condomínio Essência é mais um sinal do aquecimento do setor de habitação em São Paulo e da nova frente aberta pelas construtoras na busca por grandes terrenos, escassos na capital paulista. A história começou no fim de 2009, quando máquinas de demolição passaram por cima de 2,4 mil m² construídos da escola para liberar o lote. As obras começaram no início deste mês e mais de 70% das unidades - cujo preço médio é de R$600 mil - já foram vendidas. A previsão de entrega é dezembro de 2012.

Outro exemplo é o do Colégio Batista Brasileiro. Quando o atual prédio da escola foi construído, em 1923, o bairro de Perdizes estava ocupado por casas simples e pelos primeiros casarões. Hoje, a região é um dos mercados mais caros da cidade. Graças à valorização, o colégio decidiu, em 2006, vender o prédio principal para saldar dívidas acumuladas nos últimos 15 anos.

Para o vice-presidente do sindicato da habitação (Secovi), Cláudio Bernardes, a construção de condomínios em terrenos de escolas é consequência natural do equilíbrio do mercado. "Há uma escassez de terrenos enormes em São Paulo. E, em muitos casos, as escolas podem otimizar sua operação num espaço menor, utilizando o dinheiro da venda dos terrenos." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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