Menos questões e enunciados longos agradam bacharéis na OAB

Candidatos consideraram prova realizada neste domingo mais fácil que a anterior

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |

Bacharéis e estudantes de Direito que participaram da primeira fase do exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) neste domingo elogiaram a redução no número de questões de 100 para 80 e os enunciados mais longos e explicativos. A aprovação é obrigatória para obtenção do registro que permite o exercício da profissão.

"Das três provas que fiz essa foi a mais tranquila. Por ter menos questões a gente cansa menos. Além disso, os enunciados foram mais longos e ficou mais fácil entender o teor das perguntas", disse Sônia Maria de Almeida, formada pela Universidade Cruzeiro do Sul.

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A maior parte dos candidatos entrevistados pelo iG em São Paulo consideraram a prova deste domingo mais fácil do que a anterior. O fato de menos de 10% dos candidatos terem sido aprovados no último exame causou polêmica. A OAB diz que o resultado é consequência do baixo nível de qualidade das faculdades, enquanto bacharéis críticos ao exame rebateram dizendo que a OAB tem dificultado as provas para manter uma reserva de mercado.

Apesar dos elogios ao novo formato, os candidatos ainda apontam algumas dificuldades: "Teve duas questões de direito ambiental, que nem todas faculdades ensinam. No Mackenzie, por exemplo, é optativo", disse Ricardo Ricci. Já Andreia Natel, da PUC-SP, avaliou que apenas o formato foi facilitado. "Foi melhor porque teve menos questões mas o nível de dificuldade foi o mesmo da anterior", diz.

Ricardo Galhardo
Ao final da prova, cursos preparatórios distribuem propaganda aos candidatos
Cursos preparatórios
A polêmica sobre a exigência do exame foi assunto no final do exame. "Na minha opinião essa prova só serve para os cursos preparatórios ganharem dinheiro. É um mercado enorme. Dez aulas na reta final custam R$ 240. Não é à toa que a OAB mantém há anos a média de 10% de aprovação", reclamou Marcoa Abdo, formado pela Unifiel.

Segundo Maurício Sibin, representante do IOB, um dos mais tradicionais cursos jurídicos do país, a média de aprovação é semelhante à dos alunos que recorrem às aulas complementares. "Cerca de 10% dos candidatos fazem curso", disse ele.

Dezenas de cursos aproveitaram o final da prova para fazer propaganda entre os candidatos. "Na saída é melhor para divulgar. Na entrada a maioria nem quer pegar o material", disse Sibin.

No início da prova em São Paulo, pelo menos cinco alunos se aproveitaram de uma falha no portão da faculdade Mackenzie para entrar depois do horário permitido. Como o portão não fechava, os candidatos atrasados entraram rolando por baixo da porta.

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