Menores Idebs estão nas regiões Norte e Nordeste

Nas séries iniciais e finais do ensino fundamental e no médio, as duas possuem os índices de qualidade mais baixos por região

Priscilla Borges, iG Brasília |

As regiões Norte e Nordeste mantêm um triste padrão: possuem os índices de qualidade educacionais mais baixos entre as regiões brasileiras. Ao longo dos anos, desde que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) passou a ser aferido pelo Ministério da Educação, a trajetória não mudou. Elas continuam aquém das metas e das outras regiões do País.

De modo geral, o Brasil atingiu as metas de qualidade para o ensino fundamental e o médio previstas para 2009. A meta para o ensino médio era de 3,5 em 2009. A média nacional ficou em 3,6. Nas regiões Norte e Nordeste, no entanto, os patamares estimados são foram alcançados. As notas ficaram em 3,3 para as duas.

Ideb ensino médio por região

Confira a evolução dos índices que medem a qualidade de educação desde 2005 em cada região brasileira

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Inep/MEC

Nas séries iniciais do ensino fundamental, que tiveram o melhor desempenho do último Ideb, a média nacional ficou em 4,6. O objetivo em 2009 era alcançar 4,2, nota que foi atingida em 2007 pelo País. O Norte e o Nordeste, no entanto, ainda estão aquém do estimado. Alcançaram índices de 3,8 somente.

Ideb anos iniciais por região

Confira os resultados das regiões brasileiras nos anos iniciais do ensino fundamental ao longo dos anos

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Inep/MEC

A situação se repete nas séries finais do fundamental. A nota nacional chegou a 4. A expectativa era obter, em 2009, média 3,7. Mais uma vez, as duas regiões com maior extensão territorial do País juntas não chegaram lá. A região Norte está um pouco melhor, com Ideb 3,6. Já o Nordeste, chegou a 3,4.

Ideb anos finais fundamental por regiões

Confira os resultados das regiões brasileiras nos anos iniciais do ensino fundamental ao longo dos anos

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Inep/MEC

Apesar disso, as notas dos estudantes dessas regiões na Prova Brasil, tanto em matemática quanto em língua portuguesa têm crescido pouco a pouco a cada ano. As taxas de aprovação – que medem o desempenho dos sistemas escolares – também têm melhorado. As regiões, aliás, mesmo distantes das demais têm cumprido as projeções individuais feitas pelo MEC em todas as etapas.

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