MEC suspende o ingresso de alunos em dois cursos de Medicina

BRASÍLIA ¿ O Ministério da Educação anunciou nesta quinta-feira as medidas cautelares para sanar problemas dos cursos de Medicina. A Universidade Severino Sombra e o Centro de Ensino Superior de Valença tiveram o ingresso de alunos no início de 2009 suspenso, até que as deficiências apontadas pela Secretaria de Ensino Superior sejam sanadas. A suspensão foi publicado no Diário Oficial da União de hoje.

Redação* |

As medidas cautelares fazem parte da conclusão dos trabalhos da comissão que avaliou, de agosto a dezembro de 2008, a situação de 17 cursos que tiveram conceitos 1 e 2 no Enade e no Indicador de Diferença Entre os Desempenhos Observado e Esperado (IDD).

Uma terceira medida cautelar também foi aprovada, que obriga a Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) a reduzir de 80 para 50, por ano, o número de alunos ingressantes por vestibular ou por demais processos seletivos. Essa decisão já cabe para o vestibular, que já foi realizado.

A medida cautelar só é tomada porque a situação é grave, não é só suspender o vestibular e o ingresso, mas garantir o direito dos alunos que já estão nos cursos, afirmou o ministro Fernando Haddad.

O ministro destacou que o maior problema são relacionados a problemas relativos ao período pré-residência. Se eu fosse apontar um problema comum para todas seria a questão do internato. Ou elas [as universidades] tem campo ou convênio para acompanhar a formação pratica, declarou o ministro.

Das instituições que foram alvo de medidas cautelares ainda em dezembro de 2008, a Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e a Universidade Iguaçu (UNIG) já apresentaram documentação que comprova o cumprimento das determinações, com exceção do campus de Itaperuna, da UNIG..

A Universidade de Marília (Unimar), que deveria suspender o ingresso de alunos até a ampliação do número de leitos do hospital universitário, apresentou comprovantes do cumprimento parcial da medida. No entanto, o MEC ainda considerou a estrutura insuficiente e determinou a redução de 100 para 50
no número de alunos ingressantes.

A medida cautelar só retoma a normalidade quando a universidade sanar suas deficiências. Porém, se em seis meses os problemas não forem sanados, o curso é descredenciado. Haddad acredita que somente uma minoria, das 17 avaliadas, vai ser descredenciada.

*Com informações de Severino Motta

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