Governo diz que novo critério em educação do Índice de Desenvolvimento Humano reflete pouco avanços educacionais recente

O Ministério da Educação (MEC) divulgou nota em que comenta os novos critérios adotados pela Organização das Nações Unidas (ONU) para composição do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O órgão do governo reforça que a baixa escolaridade no Brasil, destacada no relatório de 20 anos de aniversário do índice, é uma média entre toda a população acima de 25 anos e, portanto, sofreu poucas mudanças com as políticas educacionais recentes.

A nota do MEC destaca ainda que a escolaridade atual, de 7,2 anos de estudo, embora ainda muito baixa, cresceu 21,1% desde 2001, quando era de 5,9 anos. Para o governo, os novos indicadores educacionais propostos — além da escolaridade, leva-se em conta os anos de estudo esperados para as crianças que iniciam a vida escolar agora — “precisam ser mais bem esclarecidos para que se possa cumprir os objetivos de simplicidade, transparência e popularidade”.

O IDH completou 20 anos e mudou alguns critérios de sua composição principalmente em educação. Na antiga metodologia, eram utilizadas as variáveis “alfabetização”, considerando o total da população que sabia ler e escrever, e “matrícula combinada”, que verificava quantas das pessoas em idade de estudar estavam na escola. Os critérios, adotados quando o ranking começou nos anos 80, eram criticados porque, com o avanço na universalização do ensino, todos os países ricos e muitos dos emergentes, incluindo o Brasil, tinham boas médias nos dois quesitos. 

A composição geral ainda é feita baseada em saúde, educação e renda. Na média feita com todos os critérios, o Brasil está em 73º entre 169 países , três posições acima do ranking anterior.

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