MEC corta mais 2,8 mil vagas em cursos de saúde

Graduações mal avaliadas de Biomedicina, Fisioterapia e Nutrição foram punidas

iG São Paulo |

O Ministério da Educação (MEC) cortou outras 2.794 vagas em graduação na área de saúde oferecidos por centros universitários, universidades e faculdades de todo o País. Desta vez, foram punidos 153 cursos em Biomedicina, Fisioterapia e Nutrição que foram mal avaliados pelo MEC, tiveram Conceito Preliminar de Curso (CPC) – nota do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade) somada a outros critérios – inferior a 3 em 2010.

Veja o CPC 2010 dos cursos de Biomedicina, Fisioterapia e Nutrição na ferramenta do iG

Como medida cautelar, o ministério cortou até 60% das vagas ofertadas para novos estudantes e irá supervisionar os cursos. No caso de reincidência de CPC inferior a 3 nas duas ultimas avaliações (2007 e 2010) houve corte adicional de 30% das vagas. Para garantir a continuidade, os cursos terão no mínimo 40 vagas – graduações com este número de vagas não tiveram corte algum. 

Na terça-feira, o ministério já havia cortado quase 4 mil vagas em cursos de Odontologia, Enfermagem e Farmácia que também tiveram CPC insatisfatório em 2010. Foram cortadas outras 514 vagas em Medicina . Os cortes e punições fazem parte do processo de supervisão pelo qual passarão cursos que tiveram resultados insuficientes. Até o fim do ano, o MEC pretende suspender 50 mil vagas .

Fisioterapia foi o curso que mais perdeu vagas, 1.211. Biomedicina teve corte de 811 e Nutrição de 772 vagas. Entre as punidas, há grandes instituições em número de alunos, como a Universidade Salgado de Oliveira (Universo), Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) e a Universidade Estácio de Sá (Unesa). A lista das instituições e cursos punidos foi publicada no Diário Oficial da União desta quinta-feira, nas páginas 44 , 45 , 46 e 47 .

Os centros universitários e as universidades punidas perderam as prerrogativas de autonomia e não poderão abrir novos cursos, entre outras medidas. As instituições têm 30 dias para informar as providências que serão adotadas e prazo de um ano para cumprir um termo de saneamento de deficiências e melhorar a qualidade da oferta.

Após esse período, o MEC faz uma nova avaliação para verificar o cumprimento das exigências. Os cursos sob supervisão que estejam com pedidos de recredenciamento em tramitação no ministério terão os processos suspensos enquanto durar a medida cautelar.

Na avaliação do ano passado, 594 dos 4.143 cursos avaliados tiveram CPC 1 ou 2. A nota 3 é considera satisfatória e os CPCs 4 e 5 indicam que o curso é de boa qualidade.

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