BRASÍLIA - O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quinta-feira os resultados definitivos do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2007 após correção de alguns dos dados apresentados em junho.

Mais de 600 escolas das séries iniciais (até a 4°) e outras 689 dos últimos anos do ensino fundamental tiveram as notas modificadas após a revisão.

De acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), responsável pela organização dos dados, o número de escolas até a 4° série que sofreram alteração na nota corresponde a apenas 1,8% do total. Quanto aos anos finais do ensino fundamental, a variação entre os dados preliminares e os definitivos atingiu 2,1% das escolas.

Apontada como a pior instituição nas séries iniciais do país na avaliação preliminar, a escola Ruy Paranatinga Barata, em Belém (PA) teve a nota elevada de 0,1 para 2,8 na nova lista de notas do MEC. Emocionada, a diretora da escola, Léa Gomes Miranda, comemorou o novo índice ¿ que ainda mantém a escola abaixo da média nacional, de 4,2. Ela atribuiu a diferença em relação ao resultado anterior a uma possível falha na transmissão de dados.

A nota não fazia jus ao nosso trabalho na escola. Enfrentamos muitas dificuldades, mas estamos lutando. Ainda bem que sempre recebemos o apoio da comunidade, das crianças e dos pais, que sabem como é o trabalho dentro das salas de aula. As crianças diziam: 'Tia, nós não somos os piores como estão dizendo', relatou em entrevista à Agência Brasil.

Outra escola paraense, do município de Santa Maria do Pará, também teve uma elevação expressiva no índice: saltou de 0,4 para nota 5.

Na avaliação do Ideb por estados, a correção garantiu 0,1 a mais na nota para São Paulo, Pernambuco e Pará. Nenhum estado teve a nota reduzida.

A revisão dos dados levou em conta os pedidos de correção enviados pelos gestores educacionais. O indicador é medido com base nas notas de avaliações como a Prova Brasil e em dados informados pelos próprios gestores no Censo da Educação Básica. O indicador foi criado em 2005 e funciona como um termômetro da qualidade do ensino, com notas de 0 a 10.

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