Matrículas em cursos a distância crescem mais que nos presenciais

Censo mostra que 14,1% das matrículas do ensino superior são em cursos a distância. Em 2001, esses alunos somavam só 0,2% do total

Tatiana Klix, iG São Paulo |

No início da década passada, poucos pensavam em fazer um curso de graduação a distância, e muito menos, botavam o plano em prática. O Censo da Educação Superior, divulgado pelo Ministério da Educação nesta quinta-feira, dia 13, mostra que este cenário mudou.

Das matrículas realizadas em 2009 em instituições de ensino superior, 14,1% eram em formações desta modalidade. Ainda que a fatia seja bem menor que a dos que realizavam cursos presenciais (85,9%), representa um crescimento significativo em relação a anos anteriores. Em 2001, estes alunos somavam só 0,2% do total. Em números absolutos, significa dizer que os que faziam graduação a distância eram 6.618 e passaram a 302.525. Em relação a 2008, o grupo de universitários a distância subiu de 12,5% do total para 14,1%.

A mesma tendência se observa nos cursos oferecidos. Embora o número graduações tenha crescido 13%, entre as a distância o aumento foi de 30,4%. As presenciais tiveram um incremento de 12,5%.

Educação a distância x presencial

Evolução do número de matrículas por modalidade de ensino (%)

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Censo da Educação Superior - 2009

O tipo de curso preferido de quem faz ensino a distância é a licenciatura: 50% das matrículas são para graduações deste grau acadêmico. A distribuição é diferente daquela observada nos presenciais, que têm 71% das matrículas em bacharelados, 15% em licenciaturas, 10%, nos tecnológicos e 4%, em cursos de bacharelado e licenciatura. O curso a distância com mais matrículas é o de pedagogia (268.771) , seguido por administração (228.503), serviço social (68.055), letras (49.749) e ciências contábeis (29.944).

Grau acadêmico na educação a distância

Distribuição do número de matrículas de graduação por tipo de curso

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Censo da Educação Superior 2009

O ensino a distância é uma opção mais popular para quem entra no ensino superior alguns anos depois de concluir o ensino médio (ou quem se atrasou nos estudos). Se no ensino presencial, a maior parte dos estudantes ingressa com 21 anos, a maioria dos universitários que estudam em casa começa aos 28 e, consequentemente, também terminam mais tarde, com 31 anos. Em comum nos dois tipos de ensino é o sexo predominante entre os alunos: as mulheres são maioria entre os matriculados no ensino superior (69,2% dos alunos a distância e 55,1% dos presenciais).

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