Matemática foi mais difícil na Fuvest até para quem quer exatas

Candidatos veteranos consideram que as questões estavam mais complicadas que o habitual

Lucien Adedo, especial para o iG São Paulo |

Estreantes e veteranos, candidatos a vagas em cursos de ciências humanas e de exatas: a maioria dos candidatos apontaram a prova de matemática como a mais difícil da primeira fase do vestibular. Enquanto as questões das disciplinas de história, português e geografia foram descritas como "tranqüilas" e "fáceis", o nível das provas de física, química e, sobretudo, matemática foi considerado como “alto” e as questões, difíceis.

Flávio Torres/iG
Leandro Martiniano, que tenta uma vaga em Matemática, achou que a disciplina era a mais difícil do exame
Douglas Silva Brites, que tem 21 anos e planeja cursar engenharia elétrica, achou as questões de exatas difíceis. “A prova de matemática estava objetiva, porém muito difícil. Para os que estavam menos preparados, não dava”.

Leandro Martiniano, 24, que está no último ano do curso de Construção Civil da Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec-SP) e já prestou Fuvest outras três vezes, tenta uma vaga de Matemática. Mesmo assim, achou que a disciplina era a mais complicada. “Não eram perguntas de nível Fuvest, eram de um nível um pouco mais alto do que o normal. Não era condizente com o restante da prova, havia muita interpretação de gráfico e de texto, que a gente não aprende na escola”.

Rafael Augusto Santos de Aquino Fuga, de 17 anos, que prestou Fuvest para Arquitetura, achou que a parte de linguagens estava mais fácil. “Fiz provas anteriores e simulados da Fuvest para treinar e achei que esta prova tinha a parte de exatas bem mais difícil”, diz.

Prova era a mais difícil entre as estaduais
nullPara os candidatos que prestaram os vestibulares das três universidades paulistas, a da Fuvest foi a mais difícil. Renata Elen Costa da Silva, de 17 anos, moradora de Itaquaquecetuba, em São Paulo, que tenta Fonoaudiologia na USP, na Universidade Estadual Paulista (Unesp) e na Universidade de Campinas (Unicamp), achou a da Unicamp a mais fácil. “Ou menos difícil”, enfatizou.

Entre as pessoas que tentavam as três instituições e fizeram a prova da Fuvest na Politécnica da USP, ela era a única que, caso aprovada nas três, faria Unesp. Os demais, todos moradores de São Paulo, ficariam na USP. “Isso é bem difícil de acontecer, qualquer uma seria ótimo”, disse Gabriela Frones, de 17 anos, que disputa uma vaga de Medicina nos três locais.

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