Lula lança programa R$ 1 bilhão para formação de 330 mil professores

BRASÍLIA - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou nesta quinta-feira, ao lado do ministro da Educação, Fernando Haddad, o primeiro Plano Nacional de Formação dos Professores que atuam na educação básica. O programa deve formar 330 mil professores e os investimentos ficarão em cerca de R$ 1 bilhão.

Carol Pires, repórter em Brasília |

Dados do ministério da Educação revelam que, até 2007, cerca de 1,8 milhão de professores que atuavam de quinta a oitava série não possuíam a graduação exigida, sendo 31,3% desses profissionais ensinando os alunos sem ter qualquer formação superior.

De acordo com o presidente, este tipo de oportunidade, dada a professores e alunos da rede pública, são responsáveis pela criação de pessoas como o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama. São oportunidades que fazem homens com o Obama [Barack Obama] chegarem à presidência dos Estados Unidos. É isso o que faz um negro como Milton Santos um dos maiores geógrafos do mundo, disse.

O presidente Lula assinou ainda um projeto de Lei que será enviado para análise do Congresso Nacional que prevê a obrigatoriedade da formação em nível superior para todos os profissionais da educação básica. Hoje, a Lei de Diretrizes e Bases exige apenas a formação mínima de ensino médio para os professores que atuam na educação infantil e nos anos iniciais do ensino médio.

Na avaliação do presidente, as medidas anunciadas hoje devem melhorar o nível da educação pública no país. É muito difícil recuperar o exército de professores que foram maltratados lá atrás, é mais difícil do que pegar adolescentes hoje e formá-los professores, disse Lula.

Piso salarial

Também nesta quinta-feira o ministro da Educação, Fernando Haddad, assinou uma portaria que irá garantir o repasse de verba extra para estados que estiverem com dificuldade de pagar o valor integral do piso salarial dos professores, que é de R$ 950. O piso é destinado aos profissionais do magistério público da educação básica.

A verba extra será repassada por meio do Fundo da Educação Básica (Fundeb) os estados que comprovarem o déficit no orçamento. Nossa expectativa é a de que haja, no tempo, um aumento de salário dos professores para além do piso nacional, ressaltou o ministro.

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