Livro com manuscritos inéditos de Alencar será lançado dia 28

Ensaios foram escritos em 1877, pouco antes da morte do escritor cearense, e teorizam sobre a origem e a extinção da humanidade

iG São Paulo |

O livro “Antiguidade da América e A raça primogênita”, com manuscritos inéditos do escritor José de Alencar, será lançado pela Editora Universidade Federal do Ceará (UFC), na quinta-feira, dia 28 de outubro, na Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi de Fortaleza. O evento irá acontecer no Espaço Raquel de Queiroz, às 19 horas.

Como o iG adiantou com exclusividade , o livro traz textos de Alencar, guardados há mais de 130 anos, que não haviam sido publicados integralmente ainda. Após três anos de pesquisa no acervo do Museu Histórico Nacional, a equipe do professor Marcelo Almeida Peloggio identificou fragmentos e anotações em 11 cadernos do escritor cearense que compõem dois manuscritos sobre a origem da humanidade e sua extinção, “Antiguidade da América” e “A raça primogênita”.

“São textos de caráter antropológico e filosófico, talvez os últimos escritos de Alencar. Aventam a hipótese de que o homem surgiu na América e aqui vai se extinguir”, diz Peloggio, coordenador do Grupo de Estudos José de Alencar da UFC. Os ensaios consideram que o berço da humanidade seria a América e que o mundo terminaria em uma hecatombe, um grande massacre, que se passaria no continente.

De acordo com a pesquisa de Peloggio, os escritos foram produzidos entre setembro e novembro de 1877, pouco antes da morte do escritor, em 12 de dezembro daquele ano. “Alencar estava debilitado ao fim de sua vida, mas com uma capacidade de produção incrível”, afirma o pesquisador.

O livro tem preço sugerido de R$ 30, cerca de 190 páginas e traz as transcrições integrais dos manuscritos, textos complementares do escritor e imagens digitalizadas, além de três artigos de pesquisadores da obra do escritor romântico: Eduardo Vieira Martins, professor da Universidade de São Paulo (USP), César Sabino, da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio) e o próprio Peloggio. “Esse material foi muito pouco estudado e transcrito apenas parcialmente. Integralmente é a primeira vez. Acho que faremos uma grande justiça ao Alencar”, resume Peloggio.

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