Leitores sugerem destinos para os estudantes

Cidades históricas brasileiras e Patrimônios Culturais da Humanidade são locais onde é possível aprender na prática

iG São Paulo |

Após a publicação da matéria “ Dez destinos que os estudantes precisam conhecer ”, com indicações de cidades históricas onde os alunos podem ver na prática o que aprenderam na escola, o IG Educação recebeu várias sugestões de leitores que sentiram falta de alguns destinos na seleção.

Como toda lista, por definição, tem limites, cidades igualmente relevantes ficaram de fora da seleção realizada com a ajuda de professores de história e guias de turismo educacional. Por isso, o iG publica agora mais seis destinos sugeridos por internautas para serem visitados por estudantes. Veja se você já conhece todos e programe-se para visitá-los. Pode ser que algum deles esteja bem perto de você:


São Vicente (SP)
Fundada em 22 de janeiro de 1532, São Vicente, ilha do litoral sul de São Paulo, foi a primeira cidade do Brasil. Em agosto do mesmo ano, Martim Afonso de Sousa, navegador português, coordenou as primeiras eleições populares do País, instalando a primeira Câmara de Vereadores da América. A ilha também abrigou o primeiro empório marítimo da costa, que se localizava onde hoje está o Porto das Naus. De lá partiram as primeiras expedições portuguesas para o interior do Estado paulista.

Canindé do São Francisco (SE)
Após a construção da Hidrelétrica de Xingó, Canindé do São Francisco teve sua paisagem modificada. O represamento de parte do Rio São Francisco formou um cânion de 50 metros de altura e um lago, com até 190 metros de profundidade. Além das belezas naturais dessa região, na fronteira entre Sergipe e Alagoas, as rochas guardam vestígios dos primeiros habitantes da área, que viveram ali há mais de 8 mil anos. O Sítio Arqueológico Mundo Novo tem formações de arenito e pinturas rupestres. Já a Grota do Angico é o local onde Maria Bonita, mulher de Lampião, e mais nove cangaceiros foram mortos pela tropa do tenente João Bezerra da Silva, em 28 de julho de 1938. Para chegar ao local é necessário atravessar o Rio São Francisco e seguir por uma trilha de 700 metros até a grota.

São Cristóvão (SE)
Quarta cidade fundada no Brasil e primeira capital do Estado de Sergipe, São Cristóvão abriga a praça de São Francisco , construída em 1693 pela Ordem Franciscana. A preservada construção barroca foi considerada neste ano Patrimônio Cultural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). O conjunto arquitetônico é considerado a mais expressiva representação no Brasil do período da União Ibérica, entre os séculos 16 e 17, quando Portugal e Espanha eram uma só coroa. Na República, São Cristóvão aquartelou as tropas do batalhão que combateu os seguidores de Antônio Conselheiro, em Canudos, em 1897.

São Francisco do Sul (SC)
A ilha de São Francisco do Sul foi a primeira cidade de Santa Catarina, fundada em 1660. Colonizada por açorianos, seu centro tem cerca de 400 imóveis tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), de arquitetura portuguesa e alemã. Seu porto foi decisivo para o desenvolvimento da região e é hoje o quinto mais movimentado do País. No centro histórico, a Igreja Matriz Nossa Senhora da Graça, de 1699, é uma visita obrigatória. Tem em suas paredes argamassa feita de uma mistura de cal, concha, areia e óleo de baleia.

Goiás (GO)
Tombada pelo Patrimônio Histórico Nacional e com título de Patrimônio Cultural da Humanidade desde 2001, a cidade de Goiás, também conhecida como Goiás Velho, possui um importante sítio histórico do período da expansão colonial, no século 18. Originada pelas explorações em busca de ouro, foi capital de Goiás de 1749 até 1937, quando a sede do governo foi transferida para Goiânia. Com mais de 90% de suas construções em arquitetura barroca-colonial original, é um dos patrimônios arquitetônicos e culturais mais ricos do País.

São Luís (MA)
Palco de disputa entre portugueses, franceses e holandeses, São Luís guarda em sua arquitetura e cultura registros dessa colonização multi-cultural. Considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco em 1997, o centro histórico da capital do Maranhão tem cerca de 3.500 edificações coloniais dos séculos XVIII e XIX.

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