Leitores do iG homenageiam professores

Mais de 300 internautas enviaram depoimentos sobre mestres importantes em suas vidas. Leia dois relatos marcantes

iG São Paulo |

“Qual professor você homenagearia?” O iG Educação fez essa pergunta aos leitores às vésperas de 15 de outubro, Dia do Professor, e recebeu mais de 300 respostas de todo o País. Entre os relatos, duas histórias de alunos gratos pela passagem de um mestre por suas vidas, Gabriela Neri e Ari Vieira, foram escolhidas para serem contadas em detalhes. As passagens são exemplos de como os mestres merecem receber os parabéns nesta data.

ARQUIVO PESSOAL
Conselho do primeiro dia de aula deu força a Gabriela para concluir curso, fazer estágio e se tornar professora

Professora e mãe

“Sou professora por causa dela”, conta Gabriela Neri, que homenageia a professora Acidália Rodrigues do curso de História das Faculdades Integradas da Vitória de Santo Antão, em Pernambuco. “Eu ia fazer um curso superior para ter, mas já pensava em abrir uma lojinha. Só que no primeiro dia de aula, ela fez um discurso forte que me tocou”, lembra. “Uma das coisas que disse foi que filho não era empecilho para estudar. Naquele mesmo ano, engravidei”, lembra.

Gabriela conta que achava muito difícil ir para a aula grávida, mas persistiu inspirada em Acidália. “Decepcionar aquela professora tão humana e corajosa não era uma alternativa. Fui ficando forte como ela. No ano seguinte, amamentava meu filho, estudava e estagiava, pois logo quis seguir seus passos e dar aulas”, conta.

Da sala de repetentes ao Direito

Outro leitor que fez questão de homenagear uma antiga professora foi o gestor em Educação da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) de São Paulo, Ari Vieira. “Tenho uma deficiência física em razão da doença amiotrofia espinhal crônica. Quando fui matriculado na escola, em 1967, a diretora julgou que eu não tinha condições de acompanhar outras crianças e me colocou isolado, numa sala de alunos repetentes, comum na época”, contou ele, em seu depoimento ao iG.

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O cadeirante Ari Vieira agradece até hoje a professora que, em 1967, percebeu que deficiência física não o impedia de aprender como os outros
Emocionado ao tocar no assunto, Vieira se lembra que passou um ano e meio na sala e todos os professores que entravam repetiam as letras e os números sem avançar. “Até que um dia, nem sei por que razão, a professora Dorothea Carvalho foi nos ver”, recorda ainda aliviado. Atenta, ela percebeu que o então menino não tinha dificuldade de aprendizado e poderia acompanhar uma classe comum. Pediu, então, à mãe e à diretora para colocá-lo em sua turma. “A diretora queria que ela garantisse que não daria menos conteúdo por causa disso, e ela se responsabilizou por algo que era ousado na época”.
Depois de 20 anos, ao se formar em Direito na PUC-SP, Ari ofereceu o canudo que recebeu na cerimônia à Dorothea. “Na plateia, ela chorava de felicidade por mim. Uma professora como ela precisa sempre ser homenageada”, diz.

Mais homenagens

Neste dia 15, veja todas as homenagens recebidas pelo iG a professores aqui .

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