Jovens brasileiros participarão de Parlamento do Mercosul

Em setembro, serão escolhidos 27 representantes para o País no evento internacional que vai discutir políticas para o ensino médio

Priscilla Borges, iG Brasília |

Dar voz aos jovens. Esse é o objetivo do Parlamento Juvenil do Mercosul. O encontro marcado para outubro é uma simulação da reunião que ocorrerá na mesma época entre os dirigentes dos países do Mercosul, também em outubro, na capital do Uruguai, Montevidéu. A partir do encontro, espera-se que um documento seja elaborado, com os anseios dos próprios estudantes para o ensino médio.

Esta é a primeira vez que o evento será realizado. Apenas estudantes de escolas públicas que cursem o ensino médio e tenham entre 14 e 17 anos poderão participar do encontro. Serão escolhidos 27 estudantes, de todos os Estados brasileiros, que junto com jovens da Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolívia, Chile e Venezuela vão discutir os rumos da educação.

“A participação juvenil precisa ser incentivada. Precisamos de mudanças na escola, mas os estudantes têm de ser ouvidos nesse processo. Queremos fortalecer o protagonismo deles”, ressalta a diretora substituta de concepções e orientações curriculares para a Educação Básica do Ministério da Educação, Ana Beatriz Cabral.

O MEC enviou, para isso, material de divulgação e preparação às secretarias estaduais de ensino. De junho a agosto, elas terão de escolher cerca de três estudantes cada, que, em setembro, vão participar da etapa de seleção nacional em Brasília. A escolha dos alunos dependerá do desempenho escolar, liderança, participação em projetos sociais de cada um.

“As secretarias de cada estado terão liberdade para criar os programas de seleção. Um dos indicadores desejáveis, mas não obrigatório, é o domínio do idioma espanhol. A partir dessa primeira etapa, são os próprios jovens que vão decidir quem serão os 18 representantes titulares e os nove suplentes”, explica Ana Beatriz.

Entre os escolhidos, terão de estar meninos e meninas, indígenas, quilombolas, jovens de comunidades populares, da Amazônia e do Semiárido. O MEC vai financiar a ida da deleção brasileira ao Uruguai com o apoio do Fundo das Nacões Unidas para a Infância (Unicef) e do Observatório Jovem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Educadores
Além dos alunos, cada Estado terá de indicar um professor para acompanhar os estudantes na fase nacional. Depois, nove serão escolhidos para ir a Montevidéu. Cada professor será responsável por três estudantes. Os professores vão auxiliar os adolescentes a colocar no papel o que esperam o ensino médio.

“O professor precisa saber quem é o aluno dele. Hoje, eles dão aulas em muitas turmas, em diferentes escolas e, muitas vezes, o professor não consegue saber o que esse jovem pensa. A escola do ensino médio está perdida entre a função de preparar para o vestibular ou o mundo do trabalho. Não conhece os sonhos e as ambições desses estudantes, essenciais para formularmos novas políticas”, constata Ana Beatriz. As reivindicações dos adolescentes serão entregues aos governantes dos países do Mercosul.

    Leia tudo sobre: educaçãomercosulensino médiojuventude

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG