Japão define metas para construção de central de energia solar

O Japão sai na frente e anunciou um novo projeto espacial que exige alta tecnologia. O país quer construir uma central de energia solar no espaço, a 36 mil quilômetros da Terra, capaz de enviar energia ao planeta através de raios laser ou micro-ondas.

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A base futurista será equipada com vários painéis que transformem energia solar em eletricidade, com capacidade anual de cinco a dez vezes mais do que painéis utilizados em Terra. Na prática os fluxos energéticos serão transmitidos por raios ou micro-ondas até nosso planeta, onde serão captados por uma enorme antena parabólica que os transformará novamente em eletricidade.

"Como se trata de uma forma de energia limpa e inesgotável, acreditamos que este sistema pode contribuir para resolver problemas de insuficiência energética e do aquecimento da Terra", explicam os pesquisadores da Mitsubishi Heavy Industries (MHI). "A luz do sol é abundante no espaço", destacam os pesquisadores.

Ao lado da MHI está no desenvolvimento do projeto o Instituto de Pesquisa de Dispositivos Espaciais Inabitados, que reúne 17 empresas, entre elas grandes grupos como Mitsubishi Electric, NEC, Fujitsu e Sharp.

O projeto não está só no papel e os japoneses já definiram através de uma licitação as empresas que deverão desenvolver a estação. O prazo para em colocar em órbita o projeto é o ano 2030. Os estudos começaram em 98 e ao todo reuniram 130 pesquisadores.

Serão várias etapas até a conclusão da central de energia espacial. Um satélite de testes destinado à experimentação da transmissão por micro-ondas deve ser colocado em órbita baixa por um foguete japonês dentro de três anos, informou a agência espacial japonesa (Jaxa).

Para a viabilização do projeto o país tem a grande preocupação de produzir eletricidade a um custo que seja competitivo em relação a outras fontes de energia já existentes.

Foto: Disco solar visto pelas lentes do telescópio espacial Soho em julho de 2000, quando o Sol registrou o último período de alta atividade. Créditos: Soho Space Telescope.


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