Investigação de fraude na prova da OAB será feita por três frentes, diz diretor do CESPE

SÃO PAULO ¿ A apuração da denúncia de fraude no exame da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) será feita por três frentes. ¿O CESPE (Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília) fez uma solicitação para a UnB para a abertura de uma sindicância interna. A OAB também abriu um processo administrativo interno e ainda teremos a investigação da Polícia Federal¿, explica o diretor do CESPE, Ricardo Carmona.

Carolina Rocha, iG São Paulo |

A investigação, segundo ele, deve ser inicia pelo ato que gerou a denúncia , mas todo o processo da prova vai ser apurado e qualquer novo fato que surgir será considerado, afirma.

Até o momento, a prova está apenas suspensa, não foi cancelada. No próximo domingo, 7, o Colégio de Presidentes de Seccionais da OAB vai se reunir e definirá o que acontecerá com o exame, que já fazia parte da segunda fase do processo. Não se sabe ainda se a prova será anulada apenas em São Paulo, só em Osasco ou no País inteiro. Não sabemos nem se serão anuladas todas as sete provas ou se apenas a de Direito Penal. Isso tudo será decidido no domingo, diz Carmona.

Esta foi a primeira vez em que todas as regionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) aplicaram num mesmo dia o exame de ordem, que concede o registro aos bacharéis em Direito para atuarem como advogados. A prova foi aplicada em parceria entre a Ordem e o CESPE para 18.720 candidatos em 155 cidades.

Esta foi a primeira vez que o exame da ordem deu problema sob a nossa responsabilidade, afirma o diretor do CESPE, que vem aplicando há vários anos as provas em diversas seccionais da OAB.

Entretanto, não é a primeira vez que ocorrem suspeitas de fraude na aplicação da prova: em dezembro de 2007, a regional de São Paulo suspendeu o exame número 134 por esse motivo . No mesmo ano ocorreram outras duas denúncias, uma no Rio de Janeiro e uma em Goiás.

Nos casos regionais a apuração resultou em prisão, inclusive, de membros da OAB, que vendiam a aprovação por R$ 10 mil em Goiás.

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