Ilha do Bananal: Um paraíso ecológico em terras brasileiras

Conhecida como a maior ilha fluvial do planeta, a Ilha do Bananal, no Tocantins, virou destaque em termos de conservação da natureza e hoje atrai atenções do mundo todo.

Aline Vieira |

O Estado do Tocantins, na região norte do País, pode ser admirado por seus pontos turísticos fenomenais, como a Cachoeira do Roncador, a Praia da Graciosa e o Bosque dos Pioneiros, mas quem ainda rouba a cena é a Ilha do Bananal, que ocupa quase 2 milhões de hectares brasileiros e é considerada a maior ilha fluvial do planeta.

A Ilha foi descoberta em 1773, quando o sertanista Jose Pinto Fonseca campeava a região a procura de índios. Desde então, o local é pano de fundo de poesias sobre conservação da natureza e até documentários, como o "Povo do Bananal", do cineasta Marcelo Spomberg, que tem como personagens os povos indígenas de quatro etnias diferentes da região.

A Ilha do Bananal ¿ antes conhecida como Santana ¿ fica na divisa do Tocantins com o Mato Grosso e é cercada pelos rios Araguaia e Javaes. Apesar de o clima tropical predominar durante todo o ano, o verão costuma ser bem definido, com pancadas de chuvas que alagam a ilha, a transformando em vistosos pantanais convidativos à embarcações de diversos portes.

Reconhecida como um dos maiores santuários ecológicos do Brasil, a ilha se destaca internacionalmente por sua riqueza de fauna e flora. "A Ilha do Bananal está no bioma amazônico. Em florestas tropicais percebemos núcleos de biodiversidade, onde há um número muito grande de espécies", afirma o ecólogo Elson Lima, pesquisador em Mastofauna.

Essa diversidade de espécies e o clima agradável da região fizeram com que, em 1959, o até então presidente Juscelino Kubitscheck, frequentador assíduo do local, apoiasse a criação de uma unidade de conservação na Ilha do Bananal. Só aí o Governo Federal a dividiu a ilha em reservas.

No sul dela, encontra-se uma Reserva Indígena, que abriga as tribos Carajas e Javaes, totalizando cerca de 1200 índios. A reserva e administrada pela Fundação Nacional do Índio, a FUNAI, e luta pela conservação das raízes indígenas, além da preservação da natureza local.

Ao norte da Ilha do Bananal, encontra-se a Reserva Ambiental do Araguaia, que hoje abriga milhares de espécies diferentes de animais silvestres ¿ como onças pintadas, tartarugas da Amazônia, botos e garças-azul ¿ e também plantas. "A criação dessas unidades de conservação ambiental é uma necessidade, já que a espécie humana provou não saber usar os recursos ambientais de forma sustentável", diz Lima.

Para o pesquisador, a Ilha do Bananal faz com que a comunidade internacional veja o Brasil com outros olhos. "Ter uma ilha fluvial no País nos credencia como uma grande potência ambiental. Ilhas fluviais são ambientes raros e muito particulares, bastante influenciados pela água", diz ele.

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