iG avalia cardápios de merenda escolar em São Paulo, Rio e Distrito Federal

Na semana de volta às aulas em grande parte da rede pública de ensino, o iG Educação visitou escolas e analisou o cardápio da merenda escolar no Distrito Federal (DF), Rio de Janeiro e São Paulo. Com o aumento da obesidade infantil entre crianças ¿ que atinge 10% da população entre 5 e 10 anos, segundo o Ministério da Saúde ¿ a preocupação com a alimentação deve estar cada vez mais presente na elaboração do cardápio dos alunos.

Anderson Dezan, Marina Morena e Priscilla Borges |

No Rio de Janeiro, os cardápios são divididos em quatro semanas (A, B, C e D) de acordo com o tipo de refeição a ser fornecida. No ano passado, a capital foi premiada na categoria Capitais e grandes cidades do Prêmio de Gestor Eficiente da Merenda Escolar.

A Secretaria Municipal de Educação do Rio investiu R$ 92,2 milhões em merenda escolar em 2009. Para 2010, a previsão da secretaria é que a despesa anual seja de R$ 111,9 milhões, para cerca de 1.300 escolas e creches.

Igo Estrela/Agência ObritoNews

Crianças almoçam em escola do Distrito Federal

A avaliação feita pelo iG considerou o cardápio de São Paulo eficiente e viu problemas graves no DF. Faltam frutas, verduras e variedade de itens. O cardápio ainda tem uma oferta muito baixa de frutas e verduras in natura e é rico em alimentos açucarados, além de ser muito monótono, avalia Janaína Marques Baiocchi, nutricionista e coordenadora de Fiscalização do Conselho Regional de Nutrição da 1ª Região.

No ano passado, a Secretaria de Educação do DF investiu R$ 53 milhões na merenda escolar. Para este ano, está previsto um orçamento de R$ 56 milhões, para 658 escolas. No entanto, a região sofre dificuldades administrativas com dificuldades de comprar insumos. A lentidão dos processos de licitação não permitiu que as mudanças planejadas para 2008, por exemplo, chegassem às escolas até hoje.

São Paulo, a maior cidade do País, investiu em 2009 R$ 272,4 milhões em alimentação escolar. O Departamento de Merenda Escolar conta com 60 nutricionistas e 120 funcionários para controlar e fiscalizar 2.404 escolas e creches. De acordo com o horário de permanência nas instituições são servidas até cinco refeições para as crianças.

Há bastante variedade e o cardápio não é repetitivo, analisa Ana Luiza Sander Scarparo, nutricionista do Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar (Cecane Sul). Para a especialista, pequenas mudanças pontuais poderiam ser feitas, como a inclusão de frutas no lanche e a substituição de leite com achocolatado por uma vitamina.

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