Identidade global

Duplo diploma universitário aumenta chance de empregabilidade no exterior e amplia conhecimento geral

Camila Dourado |

Um curso, dois diplomas. Esta é a proposta das universidades com acordos internacionais de dupla titularidade. Mas como funciona? Trata-se da experiência que o aluno ganha ao cursar um determinado período em uma universidade brasileira, e a outra parte, em instituição estrangeira. Depois, ele volta ao País para concluir sua formação e obtém diploma das duas escolas, que garantem benefícios muito próximos aos daqueles que buscam uma pós-graduação internacional.

A atividade vem com um pacote cheio de benefícios: garante fluência em outro idioma, aumenta a possibilidade de emprego em outros países, além de melhorar o currículo. O aluno ainda pode ter o programa todo custeado pelo governo do país visitado, tudo depende do pacote que a universidade oferece.

No Brasil, o método é recente, comparado ao que já vem sendo feito no exterior. Já são quase 20 anos que as universidades estrangeiras investem no programa. Aqui, existe há apenas 8 anos, tendo as escolas de engenharia como pioneiras do projeto, mais precisamente a Universidade Federal do Ceará, que em 2000 fez um convênio com instituições do exterior para que seus alunos pudessem fazer parte do curso fora do País.

O programa ainda estimula a vinda de estrangeiros para estudar no Brasil. Uma dica básica: procure na sua universidade se ela tem algum departamento de Cooperação Internacional para tratar de acordos e programas de intercâmbio. É possível que ela tenha esse benefício e você nem saiba. 

Onde encontrar

A maioria dos acordos envolve as diversas especialidades dos cursos de Engenharia e instituições de ensino da França. Mas há outras opções, tanto de cursos como de países de destino, dependendo da escola que o graduando cursa no Brasil.

A Universidade de São Paulo (USP), por exemplo, mantém uma série de programas de dupla titulação firmados com o grupo de Escolas Centrais da França (Écoles Centrales  - formado por quatro unidades: em Paris, Lille, Lyon e Nantes), assim como a Universidade de Campinas (Unicamp), Universidade Federal do Ceará (UFC) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A PUC-Rio, além de ter parceria com a Écoles Centrales, também propicia a oportunidade de duplo diploma com a Universidade de Braunshweig, da Alemanha, para alunos de engenharia elétrica e de produção. É importante salientar, porém, que, por ser uma instituição de ensino particular, as mensalidades durante os anos de ensino no exterior devem ser pagas.

Há quase dois anos, a Anhembi Morumbi também entrou para o rol de universidades que disponibiliza a oportunidades de intercâmbio no exterior, com validação do diploma tanto no Brasil quanto fora. Por meio do International Office, os alunos já têm acessos a programas nos cursos de graduação em Fisioterapia, Hotelaria e Comércio Internacional.

O curso de Fisioterapia, por exemplo, oferece ao aluno a oportunidade de cursar matérias em uma renomada instituição de ensino superior espanhola, a Universidad Europea de Madrid, que, além de convênios com hospitais e clínicas, tem uma parceria com o time de futebol Real Madrid para o aprendizado prático dos alunos.

Esse tipo de programa permite que o aluno passe a dominar mais uma língua, conheça outras culturas, estude em um ambiente multicultural e ainda faz com que ele receba dois diplomas, válidos nos dois países, aumentando as chances de empregabilidade no mundo globalizado, afirma Liliane Kafler, diretora do International Office, da Anhembi Morumbi.

Por que fazer uma graduação com dupla titulação?

1 ¿ Ter a oportunidade de falar fluentemente um segundo idioma;
2 ¿ Possibilidade de abrir portas para trabalhar no exterior e ampliar o networking em escala global;
3 ¿ Ter acesso a uma nova cultura, e poder experimentar uma forma diferente de ver e interpretar o mundo;
4 ¿ Ampliar o conhecimento geral;
5 ¿ Gastar menos tempo e dinheiro caso quisesse concluir uma faculdade no Brasil e outra no exterior.

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