BRASÍLIA - O ministro da Educação, Fernando Haddad, disse que a redução dos juros do Programa de Financiamento Estudantil (Fies) de 6,5% para 3,5% ao ano, aprovada na última quarta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), é histórica. Ele destacou que os juros ficarão abaixo do centro da meta de inflação de 2009, de 4,5% ao ano.

"Nunca houve uma política pública assim no Brasil. Isso já era adotado em alguns países desenvolvidos, mas agora podemos oferecer aos estudantes brasileiros mais oportunidades de acesso ao ensino superior. Essa era uma demanda histórica da UNE [União Nacional dos Estudantes], disse em entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, no estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Até a decisão do CMN, apenas os estudantes dos cursos de licenciatura, pedagogia e de cursos superiores de tecnologia pagavam a taxa de 3,5 % ao ano. Para as demais graduações, os juros cobrados eram de 6,5% ao ano. Começamos o governo com 9% e chegamos a 3,5%, destacou Haddad.

Para o ministro, a expansão da rede de escolas técnicas, o aumento do número de vagas nas universidades públicas pelo Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni) e a distribuição de 150 mil bolsas anualmente pelo Programa Universidade Para Todos (ProUni) mudaram a vida da juventude brasileira.

"Hoje o estudante estuda com a perspectiva de futuro. Antes a pessoa estudava muito e não conseguia entrar em uma universidade pública porque não tinha vaga, ou entrava em uma instituição privada e não tinha como pagar, disse.

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