Haddad adota tom político para enumerar feitos do governo e rebater críticas

O ministro da Educação, Fernando Haddad, deixou o discurso técnico de lado e adotou um tom político à fala que fez durante cerimônia de posse de novos reitores de federais, realizada na tarde desta quinta-feira no Ministério da Educação. Rebateu críticas e enumerou feitos obtidos durante a gestão de Lula. Ele era uma opção do presidente para concorrer ao governo de São Paulo, mas vai permanecer no cargo até o fim do mandato.

Priscilla Borges, iG Brasília |

Só não tem problemas quem não faz, sustentou. Por causa das recentes dificuldades apresentadas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e pelo Sistema de Seleção Unificada, Haddad vem sendo alvo de críticas. Umas políticas, outras não. Segundo ele, o pior é lidar com os problemas imaginários. Os reais têm solução. Os imaginários não, afirmou.

Haddad fez questão de ressaltar que os problemas não podem ser motivo para fazer o ministério recuar. O ministro não escondeu a indignação com o tom dado à carta do Fórum de Comissões de Processos Seletivos de Minas Gerais destinada à Secretaria de Educação Superior do MEC. O documento fazia críticas ao Enem e foi divulgado pela imprensa justificando uma possível rejeição das universidades mineiras ao SiSU. Reitores também reagiram contra a carta. Indivíduos podem falar o que quiser. Mas não podem expressar a opinião da universidade, defendeu Haddad.

Segundo o ministro é dever da sociedade e dos especialistas apontar falhas para que o processo seja aperfeiçoado. Não existe processo que não possa ser aperfeiçoado, frisou. Mas, para ele, os fatos não podem ser usado para partidarização da educação.

O ministro lembrou que este é um momento de transição de um ciclo político e defendeu que a sociedade exija da mídia e dos políticos compromisso com a verdade e um elevado nível de debate.

No início do discurso, Haddad apresentou números e elencou projetos criados para atender demandas de diferentes níveis de ensino, do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais ao Pró-Infância, que investe na construção de creches em todo o País. Triplicamos o orçamento destinado à educação. Multiplicamos por dez os aportes destinados ao Fundeb, disse.

Para ele, a garantia dos recursos mudou o cenário educacional no País. Mudamos o quadro graças à pressão e mobilização da sociedade e à política de estado definida por um presidente que entende a importância da educação para o desenvolvimento do país, afirmou.

Haddad disse ainda que quem busca louros pessoais não deve nunca ser ministro da Educação. A realidade na educação não muda em curto espaço de tempo, justificou.

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