Profissões relacionadas ao curso: Advogado, defensor público, delegado de Polícia Federal ou Polícia Civil, juiz de Direito, procurador de Estado ou da República, promotor de Justiça
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O profissional atua na resolução de conflitos, representando partes de um processo judicial. Ele analisa os pontos das disputas com base na legislação do país e faz a defesa dos interesses dos seus clientes junto aos órgãos competentes, nos mais diversos campos do Direito. Também presta serviços de consultoria e assessoria jurídicas. Como bacharel em Direito (mesmo sem inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil/OAB), pode ainda participar de inúmeros concursos públicos, como de promotor de Justiça e de juiz de Direito.
- Escritórios - Empresas de diversos segmentos - Justiça - Ministério Público - Procuradoria - Defensorias Públicas - Autarquias e diversos órgãos públicos
Melhor época do ano para procurar estágio
Início do ano, quando a demanda é grande e a concorrência, menor.
Momento ideal para iniciar estágio
A partir do terceiro ano ou do 5º semestre. Para estágio supervisionado pela OAB, apenas a partir do 4º ano ou do 7º semestre.
Atividades do estágio
- Acompanhamento do prazo de processos, anexa documentos, pesquisas de jurisprudência (decisões judiciais já sedimentadas e usadas como base em processos semelhantes) e de outros casos similares. - Elaboração de petições (documento inicial de um processo) sob a supervisão de um advogado. - Acompanhamento do advogado em audiências.
Particularidades do estágio
Além do estágio comum, o estudante pode também ser um estagiário inscrito na OAB. Para isso, precisa estar no 4º ano ou no 7º semestre. Com essa inscrição, seu estágio é supervisionado pela Ordem e ele recebe um orientador, que é um advogado sênior que o acompanhará durante o período máximo de dois anos. Inscrito na OAB, esse estagiário também tem mais facilidade para acesso aos fóruns e para solicitar processos nos cartórios. O bacharel também pode fazer estágio depois de formado, por um período de dois anos, no máximo. Topo
4. Mercado
Profissionais no mercado
632.151
Exigências para atuar na profissão
- Ter diploma de bacharel em Direito - Ser aprovado no Exame de Ordem da OAB
Regulamentação
Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994.
Ganho inicial (média mensal)
- Escritórios pequenos: R$ 1 mil. - Escritórios grandes e empresas: R$ 3 mil a R$ 5 mil.
Ganho escalão intermediário (média mensal)
- Escritórios pequenos: R$ 4,5 mil a R$ 6,5 mil. - Escritórios grandes e empresas: R$ 4,5 mil a R$ 7 mil.
Ganho no auge (média mensal)
- Escritórios pequenos: média de R$ 25 mil. - Escritórios grandes e empresas: R$ 45 mil
Atividades do início de carreira
- Funções operacionais, como fazer petições, <balão>documento inicial de um processo</balão> acompanhar os casos de perto, ter contato direto com o cliente - Acompanhamento de alguns processos e audiências. - Visitas a clientes
Evolução da profissão
- Para quem trabalha como profissional liberal, em geral a evolução é medida pela quantidade de clientes e pelas indicações que recebe de antigos clientes. - Em escritórios, o profissional pode se tornar um sócio remunerado ou entrar no risco e recebe por distribuição de lucro. - Em empresas, poderá subir na hierarquia até um cargo de vice-presidente jurídico.
Auge da carreira
De 15 a 20 anos
Dicas
- Durante a graduação, é fundamental acumular experiência por meio de estágios. - Participar de eventos, fazer contatos com advogados mais antigos e mostrar o trabalho de alguma forma, como publicando artigos acadêmicos, ajudam no desenvolvimento da carreira, bem como ser proativo, estar preparado para ajudar o gestor das tarefas mais simples, às mais importantes e desafiadoras. - É importante assistir a julgamentos, para ver como se faz uma sustentação oral (defesa ou acusação oral perante o júri) e praticar em casa. O profissional também deve estudar muito, ler artigos jurídicos relacionados aos temas estudados e conversar com outros advogados sobre esses assuntos para aprofundar e solidificar seu conhecimento.
Uma história de sucesso
"Como estudante, estagiei em escritório de advocacia, que me prepôs sociedade em igualdade de condições tão logo formado. Comecei a advogar desde minha formatura. Lecionei desde 1960, mas, à evidencia, os títulos de especialista da USP – à época não havia mestrado – e de doutor foram importantes para a carreira universitária. Considero importantes títulos acadêmicos, como também relevante começar a estagiar e a trabalhar desde cedo. Tenha como maior valor do exercício profissional a liberdade de opinião e a independência de julgamento. Estude sempre, todos os dias, para que possa distinguir o que é justo do que apenas aparenta ser justo".
Ives Gandra Martins, 75 anos, 53 de profissão, autor de diversos livros de Direito Tributário, professor e ex-conselheiro da OAB
Fonte: Ministério da Educação (MEC). Dados de 2008;
Ordem dos Advogados do Brasil (OAB);
Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)/Ministério da Educação (MEC), dados de 2010; Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), dados de 2009.
Especialistas entrevistados para compor o perfil da profissão:
Edson Cosac Bortolai, presidente Comissão Permanente de Estágio e Exame de Ordem da OAB/SP;
Fábio Solomon, gerente da divisão de recrutamento jurídico da Michael Page;
Ives Gandra Martins, jurista;
Luiz Flávio Borges D´Urso, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, São Paulo (OAB-SP);
Mário Roberto Villanova Nogueira, sócio do Demarest & Almeida Advogados;