Grevistas fecham portaria da USP

Grevistas fazem "trancaço" para pedir o pagamento dos descontos feitos nos salários referentes aos dias parados

Carolina Rocha, iG São Paulo |

Funcionários da Universidade de São Paulo (USP) fizeram na manhã desta quinta-feira um “trancaço” da universidade, bloqueando as entradas principais com cadeados e correntes. Os manifestantes permaneceram nas portas da Cidade Universitária até as 10h10 e causaram grande congestionamento na região oeste de São Paulo .

AE
De braços dados, funcionários fecham a entrada da USP para protestar por aumento salarial
Os manifestantes pedem o pagamento dos dias descontados no salário dos funcionários da universidade, que permanecem em greve há 43 dias. De acordo com o diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho Costa, nesta semana foram cortados os pontos de mais 600 funcionários do campus de Ribeirão Preto, além dos mil descontos realizados no início do mês, de funcionários da prefeitura da Cidade Universitária e da Coordenadoria de Assistência Social (Coseas).

No dia 8 de junho, sindicalistas, funcionários e estudantes invadiram a reitoria e a ocupam até o momento. Desde a ocupação, representantes do sindicato e da reitoria vêm trocando comunicados.

Na noite de quarta-feira, a reitoria enviou comunicado convidando o sindicato a mais uma rodada de negociações, mas já adianta que o pagamento dos dias paralisados será feito apenas se os manifestantes suspenderem a greve.

Segundo Costa, o sindicato vai comparecer à reunião, mas não pretende suspender a greve em troca do pagamento, pois a paralisação tem outro objetivo. “A greve é para pedir a isonomia dos salários dos funcionários com o dos professores, que foi quebrada quando foi concedido o aumento em fevereiro”, diz o diretor do sindicato, se referindo ao reajuste de 6% nos salários dos docentes, que não foi estendido aos demais funcionários das três universidades paulistas.

Greve

Os funcionários das três universidades estaduais paulistas (USP, Unesp e Unicamp) estão em greve desde o início de maio pedindo a isonomia entre os salários deles com o dos professores.

Segundo os manifestantes, a isonomia foi quebrada quando o Conselho de Reitores das Universidades de São Paulo (Cruesp) concedeu aos professores das instituições um aumento de 6%, além de bonificação de R$ 500, o qual não foi estendido aos demais funcionários das universidades.

A isonomia entre os funcionários as três instituições está prevista pelo conselho, mas, de acordo com o presidente do Cruesp e reitor da Unicamp, Fernando Costa, a equiparação vale apenas entre as universidades e não entre as classes.

Segundo o Cruesp, em 2010, o reajuste salarial para os servidores técnico-administrativos das três universidades estaduais públicas foi de 6,57% e esse índice situa-se 1,5% acima da inflação medida pelo IPC-Fipe no período de maio de 2009 a abril de 2010 e corresponde ao limite de comprometimento orçamentário das três instituições.

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