Greve de alunos tem pouca adesão na USP

Mesmo na Faculdade de Letras, onde havia assembleia com cerca de 100 pessoas, aulas ocorreram na maior parte das salas

iG São Paulo |

As aulas ocorrerão normalmente na maior parte da Universidade de São Paulo (USP) nesta quarta-feira apesar de uma assembleia na noite de terça ter votado por uma greve de alunos. Mesmo na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), onde estuda a maior parte dos estudantes que protestam contra a Polícia Militar no campus, houve atividades.

A partir das 10h, cerca de 100 pessoas fizeram nova assembleia para decidir as diretrizes do movimento como por exemplo se a imprensa poderá filmar a próxima assembleia e como serão os protestos. Enquanto isso, algumas salas de aula funcionavam normalmente. Ao todo, a unidade tem mais de 10 mil alunos.

Estudantes que não sabiam da paralisação e vieram para ter aulas não gostaram da decisão. “Estamos no primeiro ano e no final do semestre há um rankeamento para escolhermos em que língua seremos habilitados e isso deve atrapalhar”, diz Marina Ferreira de 19 anos. A colega Talita Romano, da mesma idade concorda e reclama da perda de tempo. “Levo uma hora e meia para chegar aqui e só venho se for para ter aula”, afirma. As duas tiveram uma das duas aulas previstas para a manhã desta quarta-feira.

AE
Assembleia desta manhã na Faculdade de Letras da USP
Ao microfone, grevistas defendiam a saída da Polícia Militar da universidade pela truculência com que tratam as pessoas em batidas e revistas. Os estudantes defendem que outras formas de segurança sejam buscadas como investimento em iluminação e jardinagem para prevenir assaltos e estupros. “A polícia age de forma truculenta em todos os lugares, a diferença é que aqui temos voz para protestar”, disse um dos manifestantes mais aplaudidos.

Estão previstos novas assembleias durante o dia e um protesto no Largo São Francisco, onde fica a unidade de Direito, na quinta-feira.

Reitoria volta depois do feriado

No prédio da reitoria, quatro viaturas da Polícia Militar e uma da guarda universitária vigiam o prédio. O balanço de equipamentos quebrados está sendo feito e os funcionários só devem retornar ao local após o feriado de 15 de novembro.

Na madrugada de terça-feira, 68 alunos e quatro funcionários foram detidos após a desocupação forçada do edifício da reitoria. O grupo que invadiu o local protesta contra o policiamento no campus desde que estudantes foram detidos fumando maconha em um estacionamento.

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