Governo pede fim da greve para negociar com professores em SP

O governo de São Paulo propôs nesta quarta-feira iniciar uma negociação com os professores grevistas desde que a paralisação seja suspensa. Os professores reivindicam, entre outros pontos, aumento salarial de 34,3% e a incorporação das gratificações ao salário base.

Nara Alves, iG São Paulo |

Na tarde desta quarta-feira, o secretário de Educação de São Paulo, Paulo Renato Sousa, recebeu representantes de cinco entidades de ensino envolvidas na paralisação que já dura um mês em todo Estado.

A secretaria se propõe a abrir uma mesa de negociação permanente e discutir o reajuste ao longo do semestre. Eles pedem o fim da greve, mas não reconhecem a greve, disse a presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo, a Apeoesp, Maria Izabel, que participou da reunião.

Em nota, a secretaria ressalta que as entidades já foram recebidas em outras ocasiões pela secretaria. "Desde o ano passado as entidades representativas dos profissionais da educação já foram recebidas quatro vezes pelo secretário Paulo Renato, que ratificou nesta nova oportunidade a disposição para entendimentos desde que haja suspensão da paralisação".

Na quinta-feira, a entidade fará uma vigília na Praça da República, no centro da capital paulista, para marcar um mês de paralisação. Vamos avaliar na assembléia se mantemos ou não a greve, disse Maria Izabel.

Durante o encontro, as entidades mostraram que há um descontentamento tanto dos professores grevistas quanto dos não grevistas, segundo Maria Izabel. Além da Apeoesp, estavam representados os sindicatos de especialistas de educação (Udemo), dos supervisores do magistério (Apase), do centro de professorado (CPP) e dos professores aposentados (Apampesp).

De acordo com a presidente da Apeoesp, a secretaria também deve avaliar até quinta-feira se fará o pagamento do salário dos professores grevistas incluindo os dias parados. Em entrevista ao iG concedida em 16 de março, Paulo Renato afirmou que descontaria os dias não trabalhados .

Na terça-feira, Alberto Goldman (PSDB) tomou posse como governador de São Paulo e, na cerimônia, afirmou que não haverá negociação com servidores que "transformam reivindicações em instrumento político com finalidade eleitoral". O PSDB fez uma representação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acusando as manifestações dos professores de caráter eleitoreiro.

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