Governo do Pará anuncia demissão de professores grevistas

Nesta quarta-feira, Justiça do Pará confirmou ilegalidade de greve dos docentes

Wilson Lima, iG Maranhão |

Alegando cumprimento a uma decisão da Justiça, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc) do Pará anunciou que cortará o ponto e até abrirá procedimento administrativo para demitir os professores que ainda permanecerem em greve. Nesta quarta-feira, a greve dos docentes do Estado chegou ao seu 43° dia.

Nesta quarta-feira, funcionários Seduc já começaram a fazer o levantamento dos professores que faltaram aos trabalho e de diretores que impediram outros docentes de entrar em sala de aula. A decisão do governo acirrou ainda mais o ânimo entre grevistas e executivo. Pela manhã, houve mais um dia de protestos em Belém. A Rodovia Augusto Montenegro foi interditada por aproximadamente 30 minutos por manifestantes, em frente à sede da Seduc.

Na semana passada, o juiz Elder Lisboa, da 1ª Vara de Fazenda de Belém decretou a ilegalidade da greve dos docentes. Nesta quarta-feira, o juiz negou recurso impetrado pelo Sintepp (Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Estado do Pará) contra a ilegalidade do movimento.

Por causa da manutenção da greve apesar de uma decisão judicial determinando o contrário, a promotora de Direitos Constitucionais do Estado, Graça Cunha, pediu a abertura de inquérito policial contra a presidente do Sintepp, Conceição Holanda, por crime de desobediência à ordem judicial. O inquérito está sendo conduzido pela Divisão de Investigações e Operações Especiais da Polícia Civil (DIOE).

Oficialmente, segundo o governo do Estado do Pará, mais da metade das escolas da região metropolitana de Belém estão tendo aulas normalmente. No interior, o percentual de funcionamento chega a 65%, conforme a Seduc. Os sindicalistas questionam esses números e falam em pelo menos 800 mil alunos sem aulas em todo o estado do Pará.

Os professores do Pará querem que o governo pague, integralmente, o piso de R$ 1.187 a todos os docentes. Os professores com graduação já recebem esse valor mas os leigos ainda não. O governo afirmou que já fez um adiantamento da diferença entre o que é pago hoje e o valor do piso a esses docentes e que isso será prorrogado até o final do ano.

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