Governo anuncia reajuste; professores ainda fazem reivindicações

SÃO PAULO ¿ Na última quinta-feira o governo do Estado de São Paulo anunciou um reajuste de até 12,2% no salário-base dos profissionais da rede estadual. Para o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (APEOESP), a greve, instaurada desde o dia 16, forçou a proposta. Os professores farão uma assembléia nesta sexta-feira para decidir se a greve continua.

Redação |

O governo divulgou que o piso mínimo do professor, de primeira faixa (1ª a 4ª série) em jornada de 40 horas semanais, passa de R$ 1.166,83 para R$ 1.309,17. Para os de segunda faixa (5ª a 8ª e Ensino Médio) em 40 horas vai de R$ 1350,75 para R$ 1501,50.

Para a APEOESP, a secretaria de educação do Estado recebeu representantes de entidades de Educação para informar a proposta, no momento em que cerca de 75% das escolas aderiam ao movimento.

Segundo a secretaria, o aumento do piso salarial dos professores da rede estadual atende uma política do governo do Estado de valorizar os profissionais da Educação, incluindo incorporação de gratificações e reajuste.

A secretaria afirmou ainda que, o reajuste do piso e a incorporação da GTE (Gratificação do Trabalho Educacional) beneficiam os servidores ativos e inativos, além de incidir nos pagamentos de férias, sexta parte e qüinqüênio, por exemplo. Além disso, o governo anunciou também a criação de mais 70 mil vagas destinadas à classe, com jornada de 10 horas semanais. O projeto será encaminhado à Assembléia Legislativa.

No entanto, o sindicato afirma que os anúncios ainda não cumprem suas reivindicações. Continuamos exigindo a revogação do Decreto e da lei das faltas médicas. Também queremos um reajuste que reponha as perdas salariais acumuladas desde 1998 que chega a um índice de 35%, a incorporação imediata de todas as gratificações e o fim da política de bônus.

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