Gol de placa

Rio de Janeiro, estádio do Maracanã, 5 de março de 1961, Torneio Rio-São Paulo. Jogavam Santos e Fluminense.

Reinaldo Pimenta |

Aos 41 minutos do segundo tempo (o Santos vencia por um a zero), Pelé pega a bola na meia-lua de sua área, na sua defesa, e avança para o gol adversário. Passa por seis (eu disse seis) jogadores do Fluminense e põe a bola no fundo da rede do goleiro adversário (Castilho).

A façanha foi presenciada pelo então jovem cronista esportivo Joelmir Beting (o próprio). Ele sugere que seu jornal, O Esporte, mande fazer uma placa de bronze para eternizar o extraordinário lance de Pelé. Aceita a sugestão, Joelmir encomenda a placa, paga do seu bolso e jamais será ressarcido.

A placa foi afixada no saguão do Maracanã e descerrada pelo próprio Pelé, com barbante e toalha de banho servindo de cortininha. Pronto, estava inaugurada a placa e a expressão GOL DE PLACA. 

Mais tarde, Joelmir Beting, um craque da palavra, diria: Nunca fiz um gol de placa, mas fiz a placa do gol.

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