Gastos do ensino

Veja algumas dicas para fugir do excesso de contas e dos abusos provocados pelas escolas particulares na hora de comprar a lista de material escolar e conheça seus direitos para o caso de querer reclamar.

Camila Dourado |

Não tem como fugir dela, a lista de materiais escolares. A cada ano que passa, uma nova lista é inventada. Livros, colas especiais, tinta, esquadro... A lista às vezes é imensa e varia de escola para escola. Numa hora dessas, em que parte do orçamento familiar já foi gasto com as férias das crianças e da rematrícula na nova série, qualquer gasto extra é sentido no bolso. Por isso, cautela na hora de comprar os materiais e não aceite tudo, saiba de seus direitos como consumidor.

Questione

Uma das primeiras coisas a se fazer quando receber a lista de materiais é se questionar. Algumas escolas pedem, por exemplo, percevejos, clipes e elásticos para cada criança. Considerando que, em média, cada embalagem possui cem peças de cada, é necessário pensar se a quantidade não é exagerada para cada filho.

Algumas listas incluem marcas de caneta e lápis, além de exigir dúzias de cada tipo. Uma marca mais barata pode ser a solução e, de novo, converse com a escola para saber se tantos lápis e canetas diferentes realmente serão consumidas no ano letivo ou se vão parar depois nas prateleiras de casa ou da escola. Coisas como giz de cera, por exemplo, pode ser de uso comunitário, além de outras coisas como tintas e pincéis.

Mobilize

Avental e uniforme escolar podem ser negociados por um preço especial em lojas de atacado, desde que todos os pais comprem de um mesmo fornecedor. Talvez seja necessário interferir nesse processo, uma vez que a escola não pode obrigar os pais a comprar o uniforme indicado pela instituição de ensino.

Aliás, a grande maioria dos produtos escolares pode ser comprada no atacado, sempre levando em consideração aqueles produtos que podem e devem ser de uso coletivo, para baratear os custos e evitar desperdícios.

Homem-Aranha

Produtos de marca, como mochilas de personagens de desenhos, estojos de super-heróis, borrachas perfumadas etc. povoam as prateleiras das lojas. As empresas fazem de tudo para chamar a atenção dos filhos, que são persuadidos com tanta informação colorida e simpática.

Muitas escolas estimulam a compra de alguns materiais como colas glitter, por exemplo. A questão é o alto custo desses produtos de marca. Crianças são estimuladas pelas outras portanto mais uma mobilização é necessária. Se todos na classe tiverem uma borracha comum, a grama do vizinho não será a mais verde. A escola também não pode empurrar determinadas marcas e canetas diferentes, por lei.

Acertando as Contas

Lembre-se de que o bolso é seu. Pequenas decisões na hora da compra dos materiais trazem uma boa economia. E fique atento aos seus direitos. Além de marcas, a escola não pode exigir produtos de limpeza na lista, como sabonetes e detergentes, salvos produtos de uso pessoal como escovas de dente ou toalhas.

Mais uma vez, cabe aqui o bom senso. Coisas com o logo da escola como agendas e fichários não podem ser empurrados goela abaixo, como informa o Procon. No final do ano, produtos que estiverem em posse da escola como livros e canetas que foram exigidos na lista de material devem ser devolvidos aos pais. Por isso guarde todas as notas fiscais das compras.

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