Ganhadores do Prêmio Nobel que passaram por Harvard

Até hoje, 43 prêmios Nobel passaram pelo staff da Universidade de Harvard. Conheça, a seguir, alguns deles

Silvana Mautone, especial para o iG, de Cambridge |

Ralph J. Bunche
1904 – 1971
Prêmio Nobel da Paz em 1950
Primeiro afro-americano a ser indicado para a Faculdade de Artes e Ciências de Harvard, Ralph Bunche dedicou a sua vida a questões relacionadas ao racismo e ao colonialismo. Ele desempenhou um importante papel no início do movimento em prol dos direitos civis nos Estados Unidos. Estudou Ciências Políticas em Harvard, onde fez seu doutorado e também chegou a lecionar. Durante a Segunda Guerra Mundial, Bunche atuou como conselheiro do Departamento de Estado Americano e, em 1946, passou a integrar a equipe da Organização das Nações Unidas. Em nome da ONU, negociou o cessar fogo na guerra entre árabes e judeus em 1948, o que lhe rendeu o Nobel da Paz.

James D. Watson
1928 
Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia em 1962
Em 1953, com apenas 25 anos, o americano James Watson, juntamente com o cientista britânico Francis Crick, apresentou o modelo de DNA, derrotando Linus Pauling numa disputa que é considerada uma das maiores descobertas científicas do século XX. Pelo feito, ele é chamado de um dos precursores da genética. Desde 1956 ele é membro do departamento de Bilogia de Harvard. Seu controverso livro, The Double Helix (em português, A Dupla Hélice), publicado em 1968, foi definido pelo jornal The New York Times como “a mais honesta obra sobre pesquisa científica já escrita”.

Simon S. Kuznets
1901 – 1985
Prêmio Nobel de Economia em 1971
O russo naturalizado americano Simon Kuznets ganhou o Prêmio Nobel de Economia em 1971 por ter desenvolvido o conceito que usa o Produto Interno Bruto (PIB) como ferramenta para medir o crescimento econômico dos países. A metodologia passou a ser adotada após a Segunda Guerra Mundial. Kuznets foi uma figura fundamental para o desenvolvimento da pesquisa em economia quantitativa. Ele lecionou em diversas universidades, entre elas, Harvard.

Walter Gilbert
1932
Prêmio Nobel de Química em 1980
Formado em química, física e biologia em Harvard, o americano Walter Gilbert desenvolveu um dos primeiros métodos de sequenciamento do DNA, o que lhe garantiu o Nobel de Química em 1980. Com esse conhecimento, conseguiu com que bactérias passagem a produzir substâncias úteis para a medicina, como a insulina. Gilbert é professor emérito da Universidade de Harvard.

Nicolaas Bloembergen
1920
Prêmio Nobel de Física em 1981
O físico holandês Nicolaas Bloembergen mudou-se para os Estados Unidos após o fim da Segunda Guerra Mundial. Foi direto para Harvard, onde começou a pesquisar para sua tese de Ph.D. Na época, trabalhou com Edward Purcell no desenvolvimento da Ressonância Magnética Nuclear, pela qual Purcell foi premiado com o Nobel de Física em 1952. A pesquisa posterior de Bloembergen, que obteve a cidadania americana em 1958, possibilitou novas aplicações práticas do laser, como operações cirúrgicas e lapidação de metal para o uso em fibras ópticas. Atualmente, Bloembergen é professor emérito de Harvard.

Bernard Lown
1921
Prêmio Nobel da Paz em 1985
Zoologista que posteriormente se especializou em cardiologia, Bernard Lown foi quem criou o desfibrilador, aparelho usado para reanimar pessoas com parada cardiorrespiratória. Mas não foi devido ao invento que ele foi premiado com o Nobel, mas, sim, por sua atuação como pacifista. Ele é co-fundador da Associação Internacional de Médicos para a Prevenção da Guerra Nuclear, criada em 1980. Nascido na Lituânia, Lown migrou para os Estados Unidos com a sua família quando tinha 13 anos. Hoje é professor emérito de cardiologia da Escola de Medicina de Harvard.

Linda B. Buck
1947 
Prêmio Nobel de Medicina ou Fisiologia em 2004
A americana Linda Buck é a única mulher do grupo de professores e ex-professores de Harvard que receberam o Nobel. Ela dividiu com o também americano Richard Axel o prêmio devido à decodificação genética dos receptores de odores e à descoberta da organização do sistema olfativo, por muitos considerado o mais enigmático dos sentidos. A maior parte da pesquisa sobre o tema ela desenvolveu nos anos 90, enquanto professora na Escola de Medicina de Harvard. Atualmente Buck trabalha no Centro de Pesquisa sobre o Câncer Fred Hutchinson, em Seattle.

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