Funcionários da USP mantêm greve

Reitoria e sindicato não chegam a acordo sobre descontos dos dias parados e isonomia

Carolina Rocha, iG São Paulo |

Depois de duas reuniões com representantes da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) nesta segunda-feira, os funcionários da instituição, que estão em greve desde o dia 5 de maio, decidiram manter a paralisação.

Segundo o diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho Costa, na reunião realizada pela manhã foi discutido o desconto nos salários dos funcionários grevistas referente aos dias parados. “Eles descontaram principalmente dos trabalhadores menos favorecidos, os que trabalham na prefeitura da universidade. Não aceitamos isso”.

Outro assunto abordado na reunião da manhã foi a equiparação do aumento salarial dos demais funcionários da USP com o recebido pelos professores. No início do ano, os professores receberam reajuste de 6% além do concedido aos demais funcionários no ano passado. “O reitor, quando fala com a gente, defende a isonomia, mas quando tem reunião com o Cruesp (Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo) ele volta atrás. Então nós pedimos que ele faça uma carta para comprovar o que fala”, afirma o diretor do sindicato.

Os dois assuntos foram levados pelos representantes à reitoria e seriam definidos na reunião da tarde. Entretanto, após mais de duas horas de discussão, nada foi definido entre as partes e a greve foi mantida. No final da tarde, os grevistas, em assembléia, decidiram fazer uma nova manifestação nas dependências da USP, que deve acontecer na manhã de terça-feira.

De acordo com a reitoria, seus representantes e os membros do sindicato devem fazer nova reunião de negociações a partir das 16h30 de terça.

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