Funcionários da USP e Unicamp mantêm greve

Categoria promete ¿radicalizar¿ na próxima terça-feira com ato em frente à reitoria da Universidade de São Paulo

iG São Paulo |

Os funcionários Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) decidiram nesta segunda-feira manter a greve por tempo indeterminado. Segundo os sindicatos, assembleias realizadas nas duas universidades aprovaram a continuação da greve por unanimidade. A paralisação na USP já dura 34 dias.

Segundo o diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP, Magno Carvalho Costa, o corte no salário dos funcionários grevistas deixou "a radicalização como única alternativa ao movimento". “Não vamos recuar e vamos radicalizar. Terça-feira faremos uma grande concentração em frente à reitoria da USP, a partir das 8h”, avisa.

Mesmo após quatro reuniões na semana passada entre sindicato e representantes da reitoria, os funcionários da USP e a direção não chegaram a um acordo. “Eles querem tratar da pauta específica da USP, falam que só pagarão o valor descontado do ponto dos trabalhadores parados se a gente suspender a greve, mas nosso objetivo é a isonomia, não vamos suspender a greve sem negociar o aumento igual ao que os professores receberam no começo do ano”, afirmou Carvalho Costa.

Os professores da USP, Unesp e Unicamp receberam aumento de 6% nos salários em fevereiro deste ano e os proventos dos demais funcionários das três universidades não acompanharam. A decisão sobre o aumento é tomada pelo Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp), o qual não atendeu pedido de negociação feito pelos grevistas.

Em 2009, professores e funcionários da universidade fizeram greve por aumento salarial, que terminou com invasão da reitoria e a ação da Polícia Militar para a reintegração de posse.

(Com reportagem de Carolina Rocha e Marina Morena Costa)

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