Funcionários da reitoria da USP aderem a greve

Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), os grevistas vão manter o prédio fechado até que haja negociação

iG São Paulo |

Funcionários da reitoria da Universidade de São Paulo (USP) decidiram aderir à greve iniciada em 5 de maio por servidores da universidade em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), na Cidade Universitária.

De acordo com Magno de Carvalho, diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a ideia é forçar uma negociação com a reitoria e, por isso, será mantido o fechamento do prédio. "A reitoria é a casa do reitor. O fechamento do prédio aumenta a pressão pela reabertura de negociações com o Cruesp (Conselho de Reitores da Universidade de São Paulo)."

A categoria reivindica aumento salarial de 16%, mais R$ 200, e a volta da isonomia salarial entre professores e os demais funcionários.

Grevistas começaram a se reunir às 5h30 desta terça em frente ao prédio da reitoria e bloquearam a entrada de funcionários. O edifício é o sétimo fechado desde o inicio da paralisação.

Amanhã, os grevistas irão lotar 12 ônibus, que sairão de São Paulo, para participar de um ato unificado entre as três universidades em greve na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde fica a sede da presidência do Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp).

A reitoria informou que não vai comentar o fechamento do prédio e que sua resposta aos funcionários continua sendo a liminar concedida pela Justiça no começo do mês - que estabelece multa de R$ 1 mil ao dia caso os grevistas causem transtornos, como piquetes, bloqueios de acesso, ocupações, em quaisquer dos campi e unidades isoladas da USP.

AE
Funcionários bloquearam a entrada da reitoria da USP na madrugada desta terça-feira

*Com Agência Estado

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