Funcionário da USP protesta contra demissões

No começo deste ano, reitoria demitiu 271 pessoas que estavam aposentadas e continuavam na ativa

Guilherme Pichonelli, especial para o iG |

Um funcionário da Universidade de São Paulo (USP) fez um protesto pacífico nesta segunda-feira na saída da segunda prova da segunda fase da Fuvest – vestibular que seleciona estudantes para a universidade.

Marina Morena Costa
Faixa de protesto contra reitor João Grandino Rodas por conta de recentes demissões de funcionários na USP
Distribuindo panfletos anônimos com o título “USP ameaçada”, o texto questiona o corte de 271 funcionários aposentados que estavam na ativa e que não receberam “explicação ou aviso prévio”. No dia 4 de janeiro, a reitoria publicou um comunicado no qual esclarecia os motivos do desligamento dos funcionários. Para a direção da USP é necessária “a renovação de quadros, de forma a dar oportunidade de crescimento para as pessoas que estão na universidade e a possibilidade de novas contratações”.

O panfleto questiona por que 90% dos funcionários são contratados via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) em vez de concurso público. Segundo o texto, a maioria dos dispensados tinha entre 50 e 70 anos e trabalhava em áreas utilizadas pela comunidade, como escola de aplicação e hospital veterinário. A reitoria afirma que todos os 271 demitidos não tinham feito concurso público e estavam aposentados pelo INSS.

No domingo, primeiro dia da segunda fase, funcionários protestaram em frente à Faculdade de Educação da USP, local de prova da Fuvest, e colocaram faixas contra o reitor, João Grandino Rodas.

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