Fósseis descobertos por acaso comprovam existência de animais pré-históricos no Uruguai

MONTEVIDÉU - Baleias francas, mastodontes e gliptodontes povoaram a atual região do Uruguai milhares de anos atrás, segundo comprovam fósseis descobertos não por arqueólogos, mas por pedreiros.

Agência Ansa |

Há cerca de cinco milhões de anos, Montevidéu "estava coberta pelo mar e as baleias passavam por aqui", disse o paleontólogo uruguaio Andrés Rinderknecht na conferência "Montevidéu Pré-histórico", promovida pelo Centro Cultural da Espanha.

"No Uruguai, há mais ou menos dez mil anos, havia elefantes caminhando onde hoje é o Palácio Legislativo", comentou o especialista que explicou que o mastodonte foi o animal mais recorrente no país.

"Muitos dos restos fósseis foram encontrados por acaso, geralmente por pedreiros nas construções ou por pessoas que topavam com ossos", afirmou Rinderknecht. 

Outros ficaram debaixo da terra como é o caso das escamas da carapaça de gliptodonte, antecessor do nosso tatu, que não puderam ser recuperadas e permanecem embaixo de uma padaria que tem o mesmo nome do gigante extinto. 

Rinderknecht lembrou de uma história e contou que pedreiros acharam vários "ossos enormes quando consertavam uma calçada e os trocaram por litros de vinho".

Atualmente o patrimônio paleontológico do país está protegido, de forma que alguns fósseis não podem sair do Uruguai e o Estado tem prioridade em suas compras, embora o interesse de particulares não esteja proibido.

    Leia tudo sobre: históriapré-história

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG