Fórum das Seis responde ao Cruesp e espera negociação na segunda

Funcionários da USP, Unesp e Unicamp estão em greve desde o dia 5 de maio

Carolina Rocha, iG São Paulo |

Mais uma rodada de "empurra-empurra" marca as negociações entre sindicatos e reitores das universidades estaduais de São Paulo (USP, Unicamp e Unesp), cujos funcionários estão em greve desde 5 de maio.

Por mais uma semana, pautas específicas das universidades - como o pagamento dos dias parados dos funcionários grevistas - deixaram de ser decididas, pois, para que qualquer reivindicação seja aceita, as reitorias pedem que a greve seja suspensa. Os sindicalistas, por sua vez, dizem que não suspendem a greve até que haja negociação.

“Nós invadimos a reitoria para exigir a devolução do dinheiro que foi descontado dos salários dos funcionários, referente aos dias parados. Enquanto não devolverem, a gente não desocupa. O reitor diz que, para pagar esses dias, a gente tem de suspender a paralisação, mas a paralisação acontece por causa da isonomia e não pelo desconto em folha”, diz Magno de Carvalho Costa, diretor de base do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), integrante do Fórum das Seis (grupo que reúne representantes dos sindicatos dos funcionários da USP, Unesp e Unicamp).

Para resolver a questão da isonomia - equiparação do aumento salarial que os professores receberam no início do ano e que não foi dados aos demais funcionários das universidades -, o Fórum enviou na última quarta-feira um pedido de reunião com o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) e obteve como resposta na tarde de quinta-feira uma série de questionamentos sobre os próprios atos.

“Preliminarmente à resposta do pedido de reunião feito através do ofício 42/2010 de 09 de junho p.p. do Fórum das Seis, o Presidente do Cruesp – Prof. Fernando Ferreira Costa, me solicita indagar ao Fórum sua posição oficial sobre as questões abaixo elencadas e que se referem ao momento por que passam as universidades estaduais públicas submetidas às ações truculentas e ilegais de grupos radicais minoritários”, responde José Ranali, chefe de gabinete da reitoria da Unicamp.

Entre as questões, o Cruesp quer saber a posição do Fórum sobre a “organização de piquetes que impedem o direito de ir e vir de servidores que se dispõem a trabalhar como ocorre na USP”; a “invasão violenta da Reitoria da Unicamp com agressão a funcionários da segurança patrimonial e depredação de patrimônio público no dia 26”; o “bloqueios do trânsito nas entradas de Unidades Universitárias inclusive naquelas onde existem hospitais universitários colocando pacientes em perigo de vida, além do prejuízo a alunos e pesquisadores, como ocorreu no Campus da USP em Ribeirão Preto e na UNICAMP” e a “invasão violenta da reitoria da USP, inclusive com a presença de pessoas estranhas ao meio universitário”.

Resposta do Fórum

Segundo Costa, em reunião na noite desta sexta-feira, o Fórum das Seis redigiu um longo documento detalhando cada passo de suas manifestações, os motivos das invasões e o que pretendem negociar com o Cruesp. “Não respondemos aos questionamentos um a um, mas estamos explicando toda a nossa visão sobre as negociações. Vamos enviar o documento ainda hoje e esperamos a resposta. Acredito que a reunião deve sair na segunda ou terça. Tem dois reitores no exterior (Fernando Costa, da Unicamp e presidente do Cruesp; e Herman Voorwald, da Unesp), mas eles voltam no sábado”, avalia o sindicalista.

Segundo ele, o Fórum está disposto a negociar, inclusive, as ocupações, desde que o Cruesp aceite a isonomia.

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