Foco da próxima gestão será valorização do professor, diz Haddad

Ministro da Educação foi convidado a permanecer no cargo pela presidente eleita Dilma Rousseff

Agência Brasil |

Logo após ser confirmado na equipe de governo da presidenta eleita Dilma Rousseff , na noite da última sexta-feira, o ministro da Educação, Fernando Haddad, afirmou que o foco da próximo gestão será na valorização do professor. “O Brasil precisa resgatar essa dívida com o magistério brasileiro, colocar o professor e a professora no centro das atenções para que continuemos esse ciclo virtuoso de cumprimento das metas de qualidade”, disse em entrevista exclusiva à Agência Brasil.

AE
O ministro Fernando Haddad fala sobre falhas no Enem a deputados da Comissão de Educação da Câmara (arquivo iG)
Haddad está no comando do Ministério da Educação (MEC) desde 2005, quando substituiu Tarso Genro. Formado em direito, com mestrado em economia e doutorado em filosofia, é professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP). O ministro avaliou que a “marca” da sua gestão no MEC foi o estabelecimentos de metas de qualidade, a partir da crianção do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). O indicador funciona como termômetro da qualidade do ensino e atribui uma nota a cada escola.

“A questão do aprendizado está enraizada na escola, todo diretor agora sabe o que é Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica). A sociedade entende que a escola é um lugar em que se garante um direito fundamental, que é o de aprender. Esse retorno às boas práticas pedagógicas é algo que vai repercutir na história da educação. Daqui a 20 anos, vamos lembrar desse período pelo compromisso que nós resgatamos com a qualidade”, disse Haddad.

Perfil

Fernando Haddad está no Ministério da Educação (MEC) desde 2004. Foi secretário executivo durante a gestão de Tarso Genro e assumiu a pasta julho de 2005. Formado em direito, com mestrado em economia e doutorado em filosofia, é professor da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Sociais da Universidade de São Paulo (USP).

Haddad é filiado ao PT de São Paulo e trabalhou na Secretaria de Finanças de São Paulo quando Marta Suplicy era prefeita.

Nos cinco anos que esteve à frente do MEC, Haddad implantou importantes projetos do governo Lula, como o Programa Universidade para Todos (ProUni) que já distribui 748 mil bolsas a estudantes pobres em instituições privadas de ensino superior. Também foi responsável por uma expansão das vagas nas universidades federais e das escolas técnicas e pela reforma do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

Haddad também criou o Ideb, que avalia a qualidade do ensino oferecido e atribui uma nota para cada escola pública. O orçamento da pasta quase dobrou entre 2005 e 2010 – pode chegar a R$ 65 bilhões este ano - com aumento de repasse de verbas para os municípios mais deficientes.

Ele também enfrentou alguns momentos de crise durante sua gestão. Desde o ano passado, quando lançou a ideia de substituir os vestibulares das universidades públicas pelo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) , problemas com o vazamento da prova, erros de impressão e na aplicação da avaliação colocaram Haddad na berlinda.

Sua permanência no próximo governo chegou a ser questionada em função do desgaste que sofreu. Para resolver os problemas do Enem, o ministro defendeu que para 2011 o ideal seria aplicar duas edições da prova, projeto que está mais próximo de tornar-se realidade com a sua permanência à frente da pasta.

(Amanda Cieglinski)

    Leia tudo sobre: MECministro da EducaçãoFernando Haddad

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG